<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" version="2.0" xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd" xmlns:googleplay="http://www.google.com/schemas/play-podcasts/1.0"><channel><title><![CDATA[DozeNews - Cardiologia pela Doze por Oito: DozeNews PRIME 🥇]]></title><description><![CDATA[Sua revisão semanal em cardiologia. Acompanhe com a gente temas diversos, atualizados com as novas evidências e com o jeito leve e didático que somente a DozeNews te proporciona.]]></description><link>https://news.dozeporoito.com/s/dozenews-prime</link><image><url>https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!-qr8!,w_256,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fbucketeer-e05bbc84-baa3-437e-9518-adb32be77984.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fe0c7141a-02a0-4234-9949-9e852dc77de8_252x252.png</url><title>DozeNews - Cardiologia pela Doze por Oito: DozeNews PRIME 🥇</title><link>https://news.dozeporoito.com/s/dozenews-prime</link></image><generator>Substack</generator><lastBuildDate>Thu, 15 Oct 2026 04:05:38 GMT</lastBuildDate><atom:link href="https://news.dozeporoito.com/feed" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[Doze por Oito]]></copyright><language><![CDATA[pt]]></language><webMaster><![CDATA[dozeporoito@substack.com]]></webMaster><itunes:owner><itunes:email><![CDATA[dozeporoito@substack.com]]></itunes:email><itunes:name><![CDATA[Doze por Oito]]></itunes:name></itunes:owner><itunes:author><![CDATA[Doze por Oito]]></itunes:author><googleplay:owner><![CDATA[dozeporoito@substack.com]]></googleplay:owner><googleplay:email><![CDATA[dozeporoito@substack.com]]></googleplay:email><googleplay:author><![CDATA[Doze por Oito]]></googleplay:author><itunes:block><![CDATA[Yes]]></itunes:block><item><title><![CDATA[Estenose Aórtica: o que muda na Diretriz SBC 2026]]></title><description><![CDATA[Diretriz de Valvopatias da SBC - Parte 1]]></description><link>https://news.dozeporoito.com/p/estenose-aortica-o-que-muda-na-diretriz</link><guid isPermaLink="false">https://news.dozeporoito.com/p/estenose-aortica-o-que-muda-na-diretriz</guid><dc:creator><![CDATA[Doze por Oito]]></dc:creator><pubDate>Wed, 14 Oct 2026 21:12:44 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/47c8ec5c-ead8-4e4e-93f9-2fbda7f3e0ff_597x335.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<h6>Autora: Maria J&#250;lia Souto</h6><div><hr></div><p>Promessa &#233; d&#237;vida, <em>meus caros Dozers.</em> Como adiantei na &#250;ltima DozeNews, trago hoje o resumo completo da nova Diretriz de Valvopatias da SBC.</p><blockquote><p>Sabe aquela hist&#243;ria de &#8220;isso aqui poderia ter sido um e-mail&#8221;? </p><p>Bom, definitivamente, N&#195;O se encaixa na nova diretriz de valvopatias rs. <em>Recomendo fortemente que voc&#234; n&#227;o tente resumir 4 v&#225;lvulas em um e-mail.</em></p></blockquote><p>Por isso, resolvi fazer como Jack, o Estripador: vamos por partes. Hoje, come&#231;amos pelas novas recomenda&#231;&#245;es para a estenose a&#243;rtica. Na pr&#243;xima semana, abordaremos o cen&#225;rio atual das interven&#231;&#245;es percut&#226;neas mitral e tric&#250;spide. </p><p>Parece bom, n&#227;o? Ent&#227;o, vamos come&#231;ar!</p>
      <p>
          <a href="https://news.dozeporoito.com/p/estenose-aortica-o-que-muda-na-diretriz">
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          </a>
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   ]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Lesões coronarianas complexas: o que o clínico precisa enxergar antes da angioplastia]]></title><description><![CDATA[Bifurca&#231;&#227;o, tronco, c&#225;lcio: por que a anatomia da les&#227;o pode mudar o benef&#237;cio da angioplastia e o que conversar com o hemodinamicista antes de indicar o procedimento.]]></description><link>https://news.dozeporoito.com/p/lesoes-coronarianas-complexas-o-que</link><guid isPermaLink="false">https://news.dozeporoito.com/p/lesoes-coronarianas-complexas-o-que</guid><dc:creator><![CDATA[Doze por Oito]]></dc:creator><pubDate>Wed, 07 Oct 2026 21:18:03 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/da2aee79-9f34-45bc-b86f-1d9bb579031f_1672x941.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<h6>Autor: Mateus Prata</h6><div><hr></div><p>Paciente de 68 anos, diab&#233;tico, angina est&#225;vel CCS II, razoavelmente controlada com betabloqueador e nitrato. </p><p>Faz um cateterismo e o laudo volta assim: <em>&#8220;les&#227;o de 80% no ter&#231;o proximal da DA, envolvendo o &#243;stio do primeiro ramo diagonal, com calcifica&#231;&#227;o importante.&#8221;</em></p><blockquote><p>E agora? Encaminha direto para a angioplastia?</p></blockquote><p>Muitos de n&#243;s lemos esse laudo olhando s&#243; para o grau de estenose. </p><p>Para quem vai tratar, por&#233;m, o tipo da les&#227;o pesa tanto quanto a porcentagem de obstru&#231;&#227;o. </p><p>Uma bifurca&#231;&#227;o calcificada envolvendo um ramo importante muda a chance de sucesso t&#233;cnico, o risco de infarto durante o procedimento e, no fim das contas, o benef&#237;cio l&#237;quido que o paciente leva para casa.</p><p>Essa DozeNews PRIME &#233; sobre isso. </p><p>A ideia &#233; que voc&#234;, cardiologista cl&#237;nico, termine a leitura sabendo reconhecer uma les&#227;o coronariana complexa, entendendo por que ela pesa na decis&#227;o e com um roteiro do que discutir com o hemodinamicista antes de indicar o procedimento.</p><p>Dividimos a edi&#231;&#227;o em 5 blocos:</p><ol><li><p>O que define uma les&#227;o complexa</p></li></ol><ol start="2"><li><p>Por que a complexidade importa: insucesso e infarto periprocedimento</p></li><li><p>Os cen&#225;rios que mais pesam: bifurca&#231;&#227;o, tronco e c&#225;lcio (com uma passada r&#225;pida por CTO e enxertos)</p></li><li><p>As ferramentas que mudam o resultado: imagem intracoron&#225;ria e preparo do c&#225;lcio</p></li><li><p>A li&#231;&#227;o do ISCHEMIA e o que levar para o consult&#243;rio</p></li></ol><p>Vamos l&#225;?</p>
      <p>
          <a href="https://news.dozeporoito.com/p/lesoes-coronarianas-complexas-o-que">
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          </a>
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   ]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Diretriz ESC 2026 de Insuficiência Cardíaca]]></title><description><![CDATA[O que mudou e quais estudos sustentam cada mudan&#231;a]]></description><link>https://news.dozeporoito.com/p/diretriz-esc-2026-de-insuficiencia</link><guid isPermaLink="false">https://news.dozeporoito.com/p/diretriz-esc-2026-de-insuficiencia</guid><dc:creator><![CDATA[Doze por Oito]]></dc:creator><pubDate>Thu, 01 Oct 2026 11:03:43 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/30c00c3c-6209-4391-8a44-2f140b6f845d_1672x940.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<h6><strong>Autores:</strong> Pl&#237;nio Wolf e Mateus Prata</h6><div><hr></div><p>Como j&#225; &#233; tradi&#231;&#227;o, a Doze por Oito foi ao Congresso Europeu de Cardiologia.</p><p>Dessa vez em Munique, com tr&#234;s de n&#243;s (Mateus, Maria J&#250;lia e Thaysa) circulando entre audit&#243;rios para trazer a cobertura para voc&#234;s.</p><p>E se tinha uma sess&#227;o que ningu&#233;m queria perder, era essa.</p><p>A apresenta&#231;&#227;o da nova diretriz de insufici&#234;ncia card&#237;aca, no dia 28 de agosto, no audit&#243;rio principal, foi um dos momentos mais aguardados do congresso e, sem exagero, a sala mais cheia do evento.</p><blockquote><p>N&#227;o &#233; para menos.</p></blockquote><p>A &#250;ltima diretriz europeia completa de IC era de 2021, com um <em>focused update</em> em 2023.</p><p>De l&#225; para c&#225; chegaram FINEARTS-HF, SUMMIT, DIGIT-HF, VICTOR, RESHAPE-HF2, DanGer Shock, HELIOS-B... e a ESC precisava decidir o que fazer com tudo isso.</p><p>O documento (<a href="https://doi.org/10.1093/eurheartj/ehag100">K&#248;ber, Adamo et al., </a><em><a href="https://doi.org/10.1093/eurheartj/ehag100">Eur Heart J</a></em><a href="https://doi.org/10.1093/eurheartj/ehag100"> 2026</a>) substitui integralmente a diretriz de 2021 e mexe em coisas que v&#227;o aparecer na sua prescri&#231;&#227;o, no seu laudo de eco e na forma como voc&#234; conversa com o colega na visita.</p><p>Nessa PRIME, organizamos as mudan&#231;as em blocos e, para cada uma delas, trazemos os estudos que sustentaram a decis&#227;o, com link direto para voc&#234; ler na fonte:</p><ol><li><p>O novo sistema de n&#237;veis de evid&#234;ncia da ESC</p></li></ol><ol start="2"><li><p>As mudan&#231;as de conceito: fim da ICFElr, IC com FE melhorada e o adeus &#224; &#8220;IC aguda&#8221;</p></li><li><p>Est&#225;gios A a D e o que fazer antes do paciente ter sintomas</p></li><li><p>A nova nomenclatura terap&#234;utica (a pir&#226;mide)</p></li><li><p>Terapia fundamental em todo o espectro da FEVE</p></li><li><p>Terapia adicional: o que subiu, o que caiu, o que ficou</p></li><li><p>Interven&#231;&#245;es guiadas por diretriz</p></li><li><p>IC descompensada na pr&#225;tica</p></li><li><p>Educa&#231;&#227;o e autocuidado</p></li></ol><p>Vamos l&#225;?</p>
      <p>
          <a href="https://news.dozeporoito.com/p/diretriz-esc-2026-de-insuficiencia">
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          </a>
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   ]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[A nova definição universal de infarto]]></title><description><![CDATA[Mudou mais do que a classifica&#231;&#227;o]]></description><link>https://news.dozeporoito.com/p/a-nova-definicao-universal-de-infarto</link><guid isPermaLink="false">https://news.dozeporoito.com/p/a-nova-definicao-universal-de-infarto</guid><dc:creator><![CDATA[Doze por Oito]]></dc:creator><pubDate>Wed, 23 Sep 2026 21:53:16 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/3ce4d5c4-4400-42ba-86cd-4dd4918f6ccf_1672x941.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<h6>Autor: Diandro Mota (cardiologista e ecocardiografista pelo Dante Pazzanese)</h6><div><hr></div><blockquote><p><span>Imagine uma situa&#231;&#227;o extremamente comum:</span></p><ul><li><p><span>Um paciente chega ao PS com pneumonia, hipoxemia, frequ&#234;ncia card&#237;aca de 130 bpm e troponina ultrassens&#237;vel elevada. Uma segunda dosagem mostra discreta eleva&#231;&#227;o adicional.</span></p></li><li><p><span>H&#225; les&#227;o mioc&#225;rdica? Sim.</span></p></li></ul><p><em><strong><span>H&#225; infarto? Essa segunda pergunta &#233; muito mais dif&#237;cil.</span></strong></em></p></blockquote><p><span>E talvez seja exatamente esse o ponto de partida para compreender a </span><strong><a href="https://academic.oup.com/eurheartj/advance-article/doi/10.1093/eurheartj/ehag101/8766309?login=false"><span>Fifth Universal Definition of Myocardial Infarction</span></a></strong><span>, publicada em 2026 pela ESC, ACC, AHA e World Heart Federation.</span></p><p><span>Porque, paradoxalmente, quanto melhores nos tornamos em detectar les&#227;o mioc&#225;rdica, mais importante passou a ser compreender </span><strong><span>o mecanismo por tr&#225;s dela</span></strong><span>.</span></p><p><span>Durante d&#233;cadas, grande parte da dificuldade no diagn&#243;stico do infarto estava em demonstrar que o mioc&#225;rdio havia sofrido uma les&#227;o. A chegada da troponina card&#237;aca e, posteriormente, dos </span><strong><span>ensaios de alta sensibilidade</span></strong><span>, transformou completamente esse cen&#225;rio.</span></p><p><span>Hoje conseguimos detectar quantidades extraordinariamente pequenas de troponina circulante.</span></p><blockquote><p><span>Isso foi uma revolu&#231;&#227;o. Mas toda revolu&#231;&#227;o tecnol&#243;gica cria novos problemas.</span></p></blockquote><p><span>Come&#231;amos a encontrar troponina elevada em pacientes com IC doen&#231;a renal, sepse, embolia pulmonar, taquiarritmias, miocardite, Takotsubo, AVC, hipertens&#227;o grave e diversas outras condi&#231;&#245;es. A pr&#243;pria </span><em><span>Fifth UDMI</span></em><span> organiza uma longa rela&#231;&#227;o de mecanismos isqu&#234;micos e n&#227;o isqu&#234;micos capazes de produzir les&#227;o mioc&#225;rdica aguda, como apresentamos na figura abaixo.</span></p><div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!JJ7p!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F850bf880-b419-444a-9588-4b96f5556d04_1054x1493.png" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!JJ7p!,w_424,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F850bf880-b419-444a-9588-4b96f5556d04_1054x1493.png 424w, 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fill="none" stroke-width="1.5" stroke="var(--color-fg-primary)" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" class="icon-noB79L"><g><path d="M2.53001 7.81595C3.49179 4.73911 6.43281 2.5 9.91173 2.5C13.1684 2.5 15.9537 4.46214 17.0852 7.23684L17.6179 8.67647M17.6179 8.67647L18.5002 4.26471M17.6179 8.67647L13.6473 6.91176M17.4995 12.1841C16.5378 15.2609 13.5967 17.5 10.1178 17.5C6.86118 17.5 4.07589 15.5379 2.94432 12.7632L2.41165 11.3235M2.41165 11.3235L1.5293 15.7353M2.41165 11.3235L6.38224 13.0882"></path></g></svg></button><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container view-image buttonBase-GK1x3M"><svg xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" width="20" height="20" viewBox="0 0 24 24" fill="none" stroke="currentColor" stroke-width="2" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" class="lucide lucide-maximize2 lucide-maximize-2 icon-noB79L"><polyline points="15 3 21 3 21 9"></polyline><polyline points="9 21 3 21 3 15"></polyline><line x1="21" x2="14" y1="3" y2="10"></line><line x1="3" x2="10" y1="21" y2="14"></line></svg></button></div></div></div></a></figure></div><p><span>E ent&#227;o surgiu uma esp&#233;cie de armadilha cognitiva:</span></p><blockquote><p><strong><span>se a troponina subiu, alguma coisa aconteceu com o cora&#231;&#227;o; se alguma coisa aconteceu com o cora&#231;&#227;o, talvez seja um infarto.</span></strong></p></blockquote><p><span>&#201; justamente essa simplifica&#231;&#227;o que a nova defini&#231;&#227;o tenta combater. A Fifth UDMI parte de uma distin&#231;&#227;o aparentemente elementar, mas profundamente importante:</span></p><div class="callout-block" data-callout="true"><p><strong><span>Les&#227;o mioc&#225;rdica e infarto do mioc&#225;rdio </span><mark data-color="#fff2cc" style="background-color: rgb(255, 242, 204); color: rgb(0, 0, 0);"><span>n&#227;o</span></mark><span> s&#227;o sin&#244;nimos.</span></strong></p></div><p><span>A troponina nos informa que existe </span><strong><span>inj&#250;ria</span></strong><span>.Para chamar essa inj&#250;ria de </span><strong><span>infarto</span></strong><span>, precisamos demonstrar que a les&#227;o aconteceu em consequ&#234;ncia de </span><strong><span>isquemia mioc&#225;rdica</span></strong><span>.</span></p><p><span>Esse &#233; o eixo ao redor do qual praticamente todo o novo documento foi constru&#237;do e que iremos discutir ao longo dessa edi&#231;&#227;o da DozePrime.</span></p>
      <p>
          <a href="https://news.dozeporoito.com/p/a-nova-definicao-universal-de-infarto">
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          </a>
      </p>
   ]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[A ressonância magnética nas arritmias]]></title><description><![CDATA[Sempre, &#224;s vezes ou nunca?]]></description><link>https://news.dozeporoito.com/p/a-ressonancia-magnetica-nas-arritmias</link><guid isPermaLink="false">https://news.dozeporoito.com/p/a-ressonancia-magnetica-nas-arritmias</guid><dc:creator><![CDATA[Doze por Oito]]></dc:creator><pubDate>Thu, 17 Sep 2026 11:04:26 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/5e46f649-a08a-4303-9ea4-d74d301aa316_1672x941.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<h6>Autora: Maria J&#250;lia Souto (cardiologista e especialista em imagem cardiovascular)</h6><div><hr></div><p>Seguimos impactados pelos <em>trials</em> apresentados no ESC 2026.</p><p>Dentre eles, precisamos falar do <strong><a href="https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/2853395">CMR-GUIDE</a>, que trouxe uma hip&#243;tese no m&#237;nimo interessante: </strong>foi o primeiro estudo randomizado a testar se a presen&#231;a de realce tardio na resson&#226;ncia magn&#233;tica teria benef&#237;cio para indicar o implante de CDI em pacientes com fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o entre 36% e 50%. </p><ul><li><p>O resultado, entretanto, foi menos simples do que a hip&#243;tese inicial: <strong>embora o CDI tenha reduzido a ocorr&#234;ncia isolada de morte s&#250;bita, n&#227;o houve redu&#231;&#227;o significativa do desfecho prim&#225;rio composto</strong> de morte s&#250;bita ou arritmia ventricular hemodinamicamente significativa.</p></li></ul><p>O estudo n&#227;o encerra o papel da resson&#226;ncia na avalia&#231;&#227;o das arritmias, inclusive traz mais d&#250;vidas: <strong>at&#233; onde vai o papel desse m&#233;todo como marcador progn&#243;stico e na indica&#231;&#227;o de interven&#231;&#227;o nos quadros arr&#237;tmicos?</strong></p><p>Nesta edi&#231;&#227;o, revisamos o que a RMC acrescenta &#224; investiga&#231;&#227;o das arritmias, como interpretar a cicatriz mioc&#225;rdica e por que a presen&#231;a isolada de realce tardio talvez ainda n&#227;o seja suficiente para indicar um CDI.</p>
      <p>
          <a href="https://news.dozeporoito.com/p/a-ressonancia-magnetica-nas-arritmias">
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   ]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Trombose subclínica da TAVI]]></title><description><![CDATA[Devo mesmo me preocupar?]]></description><link>https://news.dozeporoito.com/p/trombose-subclinica-da-tavi</link><guid isPermaLink="false">https://news.dozeporoito.com/p/trombose-subclinica-da-tavi</guid><dc:creator><![CDATA[Doze por Oito]]></dc:creator><pubDate>Thu, 10 Sep 2026 00:25:01 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/2bfd0b1e-d33a-44da-aaf2-c7f375a62ff8_1672x941.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<h6>Autora: Maria J&#250;lia Souto (cardiologista e especialista em imagem cardiovascular)</h6><div><hr></div><p>H&#225; alguns meses, discutimos por aqui a <a href="https://news.dozeporoito.com/p/tavi-e-longevidade-onde-estamos-e?utm_source=publication-search">durabilidade das biopr&#243;teses ap&#243;s a TAVI</a>. E um dos temas abordados naquela incr&#237;vel edi&#231;&#227;o foi a <strong>trombose subcl&#237;nica dos folhetos</strong> (ou, para n&#243;s da imagem, o famoso <strong><mark data-color="#fff2cc" style="background-color: rgb(255, 242, 204); color: rgb(0, 0, 0);">HALT (</mark></strong><em><strong><mark data-color="#fff2cc" style="background-color: rgb(255, 242, 204); color: rgb(0, 0, 0);">hypoattenuated leaflet thickening</mark></strong></em><strong><mark data-color="#fff2cc" style="background-color: rgb(255, 242, 204); color: rgb(0, 0, 0);">))</mark></strong>.</p><p>Apesar de relativamente comum na tomografia, o HALT continua cercado de incertezas para a cardiologia cl&#237;nica, intervencionista e para a pr&#243;pria imagem.</p><blockquote><p><em><strong>Qual &#233; o seu verdadeiro significado progn&#243;stico? Precisamos tratar todo HALT assim que ele &#233; identificado?</strong></em></p></blockquote><p>O Congresso da ESC de 2026 colocou um pouco mais de &#8220;pimenta nesse caldo&#8221;. Dois estudos, <a href="https://www.jacc.org/doi/10.1016/j.jacc.2026.08.023">NOTION-4</a> e <a href="https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/2853401">ACASA-TAVI</a>, avaliaram se a anticoagula&#231;&#227;o poderia prevenir a forma&#231;&#227;o do HALT ap&#243;s o implante da TAVI.</p><ul><li><p>No <strong>NOTION-4</strong>, o uso de um anticoagulante oral direto (DOAC) durante os tr&#234;s primeiros meses reduziu significativamente a preval&#234;ncia de HALT nesse per&#237;odo: 12,1%, em compara&#231;&#227;o com 31,8% entre os pacientes que receberam apenas antiagrega&#231;&#227;o plaquet&#225;ria.</p></li><li><p>O problema apareceu depois da suspens&#227;o do anticoagulante.</p><ul><li><p>Aos 12 meses, a diferen&#231;a havia praticamente desaparecido: <strong>o HALT estava presente em 28,3% dos pacientes inicialmente tratados com DOAC e em 32,2% daqueles mantidos apenas com antiagrega&#231;&#227;o.</strong> Al&#233;m disso, o desfecho combinado de morte, AVC ou sangramento maior ou amea&#231;ador &#224; vida foi numericamente mais frequente no grupo que recebeu anticoagula&#231;&#227;o por tr&#234;s meses.</p></li></ul></li></ul><p>J&#225; no <strong>ACASA-TAVI</strong>, a anticoagula&#231;&#227;o foi mantida durante os 12 meses de seguimento. Nesse cen&#225;rio, o HALT foi menos frequente com DOAC do que com &#225;cido acetilsalic&#237;lico (16,2% versus 28,6%) sem aumento significativo do desfecho de seguran&#231;a composto por sangramentos, eventos tromboemb&#243;licos e morte.</p><ul><li><p>Ou seja:<mark data-color="#fff2cc" style="background-color: rgb(255, 242, 204); color: rgb(0, 0, 0);"> </mark><strong><mark data-color="#fff2cc" style="background-color: rgb(255, 242, 204); color: rgb(0, 0, 0);">enquanto o paciente est&#225; anticoagulado, a forma&#231;&#227;o do HALT diminui.</mark></strong></p></li></ul><blockquote><p><em><strong>Mas&#8230; e da&#237;?</strong></em></p><p>Reduzir um achado tomogr&#225;fico significa preservar a durabilidade da pr&#243;tese? Isso se traduz em menos AVC, menos disfun&#231;&#227;o valvar ou maior sobrevida? E o poss&#237;vel benef&#237;cio compensa o risco de expor rotineiramente pacientes idosos &#224; anticoagula&#231;&#227;o?</p></blockquote><p>Essas perguntas continuam sem resposta definitiva.</p><p>Por isso, o objetivo desta Prime &#233; revisar o que sabemos sobre os mecanismos, o diagn&#243;stico, o progn&#243;stico e o manejo da trombose ap&#243;s a TAVI para, ao final, tentarmos definir uma estrat&#233;gia pr&#225;tica enquanto aguardamos evid&#234;ncias mais esclarecedoras.</p><p>&#128218; A dica de leitura fica por conta dessa <a href="https://eurointervention.pcronline.com/article/transcatheter-aortic-valve-thrombosis">bela revis&#227;o do Eurointervention.</a></p>
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          <a href="https://news.dozeporoito.com/p/trombose-subclinica-da-tavi">
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   ]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Guia de Estimulação Cardíaca Artificial]]></title><description><![CDATA[O que voc&#234; precisa dominar sobre MP, CDI e TRC.]]></description><link>https://news.dozeporoito.com/p/guia-de-estimulacao-cardiaca-artificial</link><guid isPermaLink="false">https://news.dozeporoito.com/p/guia-de-estimulacao-cardiaca-artificial</guid><dc:creator><![CDATA[Doze por Oito]]></dc:creator><pubDate>Wed, 02 Sep 2026 21:12:42 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/87fdac52-c51a-488e-a758-5a89e7412272_1672x941.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<h6><span>Autora: Raquel Rios(cardiologista e eletrofisiologista pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia)</span></h6><div><hr></div><blockquote><p><span>Antes de mais nada, queria dedicar essa edi&#231;&#227;o ao meu eterno e saudoso mestre </span><strong><span>dr. Paulo de Tarso Jorge Medeiros</span></strong><span>, que tanto me ensinou sobre estimula&#231;&#227;o card&#237;aca e sobre a vida.</span></p></blockquote><p><span>A hist&#243;ria da estimula&#231;&#227;o card&#237;aca artificial &#233; t&#227;o linda e vem evoluindo t&#227;o r&#225;pido que decidimos fazer uma edi&#231;&#227;o especial da sua DozeNews Prime inteirinha voltada para esse tema eletrizante, rsrs.</span></p><div class="callout-block" data-callout="true"><p><span>Vamos percorrer desde as primeiras descargas experimentais at&#233; os dispositivos sem fio: </span><strong><span>o que voc&#234; precisa dominar sobre MP, CDI e TRC.</span></strong></p></div><p><span>A estimula&#231;&#227;o card&#237;aca artificial atravessou, em menos de um s&#233;culo, o caminho do eletrodo transtor&#225;cico experimental ao dispositivo biodegrad&#225;vel do tamanho de um gr&#227;o de arroz. </span></p><p><span>Para que voc&#234; domine esse arsenal, &#233; preciso mais do que decorar siglas: </span><strong><span>exige entender o que cada dispositivo faz, para quem est&#225; indicado e como reconhec&#234;-lo na imagem.</span></strong><span> </span></p><p><span>Esta edi&#231;&#227;o prop&#245;e exatamente isso: </span><mark data-color="#fff2cc" style="background-color: rgb(255, 242, 204); color: rgb(0, 0, 0);"><span>um guia estruturado e ilustrado, da hist&#243;ria &#224;s perspectivas</span></mark><span>, </span><em><span>com o jeitinho Doze de ser.</span></em></p>
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          <a href="https://news.dozeporoito.com/p/guia-de-estimulacao-cardiaca-artificial">
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   ]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[MAC - mitral annulus calcification]]></title><description><![CDATA[O que &#233;? Como se apresenta? Qual seu impacto cl&#237;nico?]]></description><link>https://news.dozeporoito.com/p/mac-mitral-annulus-calcification</link><guid isPermaLink="false">https://news.dozeporoito.com/p/mac-mitral-annulus-calcification</guid><dc:creator><![CDATA[Doze por Oito]]></dc:creator><pubDate>Wed, 26 Aug 2026 22:19:48 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/eba06c22-c6cd-43b5-af95-98350bcb619e_1672x941.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<h6>Autor: Marcos Meniconi (cardiologista pelo Instituto Dante Pazzanese; hemodinamicista e especialista em cardiologia intervencionista pelo InCor)</h6><div><hr></div><p><span>Vamos falar da calcifica&#231;&#227;o do anel mitral, </span><strong><span>a </span></strong><em><strong><span>MAC (mitral annulus calcification)</span></strong><span>, </span></em><span>para os &#237;ntimos. </span></p><blockquote><p><span>Por incr&#237;vel que pare&#231;a, saber apenas os quadros da SBC de valvopatias n&#227;o torna f&#225;cil a vida do cardiologista que atende valvopatias&#8230; </span><strong><span>H&#225; muito mais a ser explorado.</span></strong><span> </span></p></blockquote><p><span>O entendimento desta entidade &#233; importante pois tem sido cada vez mais diagnosticado, seja a partir da realiza&#231;&#227;o de exames cardiol&#243;gicos, tais como ecocardiograma, angiotomografia card&#237;aca e de coron&#225;rias, ou achado de exames destinados a outras investiga&#231;&#245;es. </span></p><p><span>N&#227;o &#233; incomum o diagn&#243;stico de </span><em><span>MAC </span></em><span>surgir a partir de uma tomografia e radiografia de t&#243;rax. </span></p><p><strong><span>Do que se trata? Como proceder? &#201; preciso tratar? A DozeNews Prime desta semana se prop&#245;e a esclarecer estas d&#250;vidas para voc&#234;!</span></strong><span> </span></p><p><span>&#128218;A principal refer&#234;ncia utilizada foi uma </span><a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S247487062500260X"><span>bela revis&#227;o publicada na </span></a><em><a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S247487062500260X"><span>Structural Heart</span></a></em><a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S247487062500260X"><span>, em 2024.</span></a></p>
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          <a href="https://news.dozeporoito.com/p/mac-mitral-annulus-calcification">
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          </a>
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   ]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Microplásticos e coração: a associação é forte, a prova é fraca]]></title><description><![CDATA[Da forma&#231;&#227;o das part&#237;culas ao ateroma humano: por que a associa&#231;&#227;o &#233; robusta, por que a causalidade continua em aberto e o que fazer com isso na quarta-feira de noite.]]></description><link>https://news.dozeporoito.com/p/microplasticos-e-coracao-a-associacao</link><guid isPermaLink="false">https://news.dozeporoito.com/p/microplasticos-e-coracao-a-associacao</guid><dc:creator><![CDATA[Doze por Oito]]></dc:creator><pubDate>Wed, 19 Aug 2026 21:15:15 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/b93a3de5-778f-4b8b-b9a3-b3e38eb36a94_1672x941.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<h6>Autor: Mateus Prata (Cardiologista Cl&#237;nico e Intervencionista)</h6><div><hr></div><p>Todo fator de risco que hoje tratamos como &#243;bvio j&#225; foi, um dia, uma associa&#231;&#227;o que incomodou em um estudo observacional.</p><p>Colesterol, press&#227;o arterial, tabagismo: todos entraram na cardiologia por essa porta.</p><p>Em mar&#231;o de 2024, um estudo publicado no <a href="https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa2309822">New England Journal of Medicine</a> colocou um candidato novo nessa fila.</p><p>Pesquisadores italianos pegaram placas de ateroma retiradas de car&#243;tidas durante endarterectomia, levaram ao laborat&#243;rio <strong>e encontraram polietileno dentro delas.</strong></p><p>A microscopia eletr&#244;nica mostrou part&#237;culas de bordas irregulares alojadas entre os macr&#243;fagos da placa. </p><p>E os pacientes que tinham essas part&#237;culas apresentaram <strong>4,5 vezes mais eventos</strong> em quase tr&#234;s anos de seguimento.</p><blockquote><p>Ent&#227;o a m&#237;dia caiu em cima.</p></blockquote><p>O assunto saiu do campo cient&#237;fico e entrou no consult&#243;rio.</p><p>Seu paciente talvez j&#225; leu sobre isso, provavelmente j&#225; trocou a garrafinha de pl&#225;stico por uma de a&#231;o e, mais cedo ou mais tarde, <strong>vai te perguntar se precisa fazer mais alguma coisa.</strong></p><p>Essa edi&#231;&#227;o da PRIME &#233; para voc&#234; responder com precis&#227;o: o que sabemos, o que achamos que sabemos e o que ainda &#233; especula&#231;&#227;o.</p>
      <p>
          <a href="https://news.dozeporoito.com/p/microplasticos-e-coracao-a-associacao">
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          </a>
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   ]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Genética da DAC]]></title><description><![CDATA[O risco que j&#225; veio escrito]]></description><link>https://news.dozeporoito.com/p/genetica-da-dac</link><guid isPermaLink="false">https://news.dozeporoito.com/p/genetica-da-dac</guid><dc:creator><![CDATA[Doze por Oito]]></dc:creator><pubDate>Thu, 13 Aug 2026 00:48:05 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/b83b0e38-50d4-4b0c-b353-1f4e067fe8d3_1672x941.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>&#128173; Imagine o seguinte paciente: homem, 45 anos, hipertenso e dislipid&#234;mico, ambos os diagn&#243;sticos realizados h&#225; poucos anos, sem hist&#243;rico de tabagismo.</p><p>Atualmente, est&#225; bem controlado em uso de enalapril, anlodipino, rosuvastatina e ezetimiba. Na consulta, apresenta press&#227;o arterial de 120 &#215; 80 mmHg e LDL-c de 41 mg/dL.</p><p><em>Parece um cen&#225;rio relativamente tranquilo, certo?</em></p><p>Mas ele relata dor tor&#225;cica leve, com irradia&#231;&#227;o para o membro superior esquerdo, durante a atividade f&#237;sica. Diante disso, voc&#234; decide investigar com uma angiotomografia das art&#233;rias coron&#225;rias.</p><p>O primeiro susto vem antes mesmo da inje&#231;&#227;o do contraste:</p><blockquote><p><strong>Escore de c&#225;lcio coronariano pr&#243;ximo de 3.600 unidades Agatston.</strong></p></blockquote><p>Ruim, n&#227;o?!</p><p>Mas a surpresa seria ainda maior. A angiotomografia evidencia uma les&#227;o suboclusiva no tronco da coron&#225;ria esquerda distal.</p><p>Diante de uma aterosclerose t&#227;o extensa e precoce, o racioc&#237;nio surge quase automaticamente:</p><blockquote><p><em>&#8220;Isso s&#243; pode ser gen&#233;tico. Deve haver uma Lp(a) muito elevada ou uma hist&#243;ria familiar pesada.&#8221;</em></p></blockquote><p>E provavelmente existe mesmo um componente heredit&#225;rio importante. <strong>Mas voc&#234; consegue perceber a subjetividade dessa conclus&#227;o?</strong></p><p>Estamos diante de um paciente jovem, sem tabagismo e com fatores de risco atualmente muito bem controlados. <strong>Como poder&#237;amos ter previsto uma carga ateroscler&#243;tica t&#227;o desproporcional? O que poder&#237;amos ter feito para impedir que ele chegasse aos 45 anos com indica&#231;&#227;o de revasculariza&#231;&#227;o cir&#250;rgica?</strong></p><p>E mais: esse paciente poderia ter aberto o quadro com um infarto extenso ou at&#233; uma morte s&#250;bita, riscos que, at&#233; ent&#227;o, nem sequer imagin&#225;vamos que precisariam ser prevenidos de forma t&#227;o agressiva.</p><p>Claro que o LDL-c de 41 mg/dL observado hoje n&#227;o apaga sua exposi&#231;&#227;o anterior. Tamb&#233;m n&#227;o sabemos h&#225; quanto tempo a hipertens&#227;o e a dislipidemia realmente estavam presentes antes de serem diagnosticadas e tratadas.</p><p>Ainda assim, o caso provoca uma d&#250;vida inc&#244;moda:</p><div class="callout-block" data-callout="true"><p><strong>Quanto do risco desse paciente nossos escores e fatores tradicionais simplesmente n&#227;o conseguiram enxergar?</strong></p></div><p>Toda essa &#8220;filosofia&#8221; serve para mostrar que ainda h&#225; muito que n&#227;o compreendemos sobre a doen&#231;a arterial coronariana <em>(e, convenhamos, se compreend&#234;ssemos tudo, provavelmente ela n&#227;o continuaria sendo a principal causa de morte no mundo...).</em></p><p>Nossos escores s&#227;o &#250;teis, mas imperfeitos. S&#227;o fortemente influenciados pela idade, retratam fatores de risco medidos em determinado momento e ainda deixam passar pessoas que desenvolver&#227;o doen&#231;a precoce e extensa.</p><p>Foi justamente ao estudar esse caso cl&#237;nico real, do meu consult&#243;rio, que me deparei com uma revis&#227;o publicada no in&#237;cio de 2026 no <em>New England Journal of Medicine</em>: <em><strong><a href="https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMra2405153">The Inherited Basis of Coronary Artery Disease</a></strong></em></p><blockquote><p>Ela ser&#225; a base da nossa DozePrime de hoje.</p></blockquote><p>A ideia n&#227;o &#233; transformar cardiologistas em geneticistas nem defender que todos os pacientes fa&#231;am testes gen&#233;ticos. Vamos entender quanto da DAC pode estar escrito nos genes, por que a hist&#243;ria familiar n&#227;o revela tudo e se a gen&#233;tica poder&#225; nos ajudar a reconhecer o risco antes que a aterosclerose j&#225; esteja instalada.</p>
      <p>
          <a href="https://news.dozeporoito.com/p/genetica-da-dac">
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          </a>
      </p>
   ]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Os beta-bloqueadores]]></title><description><![CDATA[Qual o seu papel atual na cardiologia?]]></description><link>https://news.dozeporoito.com/p/os-beta-bloqueadores</link><guid isPermaLink="false">https://news.dozeporoito.com/p/os-beta-bloqueadores</guid><dc:creator><![CDATA[Doze por Oito]]></dc:creator><pubDate>Wed, 05 Aug 2026 23:18:25 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/89c87a44-689d-473d-8d6f-4c917de431b2_1672x941.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<h6>Autora: Maria J&#250;lia Souto (cardiologista e especialista em imagem cardiovascular)</h6><div><hr></div><blockquote><p><strong>3&#170; DozePrime sobre beta-bloqueadores??? Por qu&#234;??</strong></p><p><em>Porque sim. E se reclamar... vem a quarta por a&#237;. </em>&#128514;</p></blockquote><p>A verdade &#233; que j&#225; fazia um tempo que eu queria escrever uma DozePrime sobre os beta-bloqueadores. N&#227;o apenas no contexto do p&#243;s-IAM, como fizemos nas edi&#231;&#245;es anteriores, mas sobre <strong>a classe farmacol&#243;gica em si.</strong></p><p>Depois do sucesso da edi&#231;&#227;o sobre a amiodarona (<a href="https://news.dozeporoito.com/p/amiodarona?utm_source=publication-search">fica a dica</a> &#128064;), por que n&#227;o falar daqueles que, para muitos, representam a classe mais importante da cardiologia?</p><p>E o momento n&#227;o poderia ser melhor.</p><p>Recentemente, <a href="https://www.jacc.org/doi/10.1016/j.jacc.2026.06.015">o </a><em><a href="https://www.jacc.org/doi/10.1016/j.jacc.2026.06.015">JACC</a></em><a href="https://www.jacc.org/doi/10.1016/j.jacc.2026.06.015"> publicou uma excelente revis&#227;o intitulada </a><strong><a href="https://www.jacc.org/doi/10.1016/j.jacc.2026.06.015">Refining the Role of Beta-Blockers in Cardiovascular Medicine</a></strong>, que faz exatamente o que o t&#237;tulo promete: n&#227;o questiona a import&#226;ncia dos beta-bloqueadores, mas redefine onde eles realmente fazem diferen&#231;a, e onde talvez estejamos apenas repetindo conceitos herdados de estudos de d&#233;cadas atr&#225;s.</p><blockquote><p><em>Spoiler</em>: os beta-bloqueadores continuam sendo protagonistas da cardiologia.</p><p>S&#243; que talvez n&#227;o exatamente nos mesmos cen&#225;rios que aprendemos durante a resid&#234;ncia.</p></blockquote><p>Vamos?!</p>
      <p>
          <a href="https://news.dozeporoito.com/p/os-beta-bloqueadores">
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          </a>
      </p>
   ]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Diagnóstico e Tratamento da IC FEp - Consenso do ACC 20206]]></title><description><![CDATA[ICFEP n&#227;o &#233; mais um diagn&#243;stico de exclus&#227;o. E o tratamento tamb&#233;m mudou.]]></description><link>https://news.dozeporoito.com/p/diagnostico-e-tratamento-da-ic-fep</link><guid isPermaLink="false">https://news.dozeporoito.com/p/diagnostico-e-tratamento-da-ic-fep</guid><dc:creator><![CDATA[Doze por Oito]]></dc:creator><pubDate>Fri, 31 Jul 2026 11:01:21 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/2e697876-4600-43ea-aedd-73570ad7bd6b_1672x941.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<h6>Autora: Maria J&#250;lia Souto (cardiologista e especialista em imagem cardiovascular)</h6><div><hr></div><p>H&#225; poucas semanas discut&#237;amos por aqui a <strong>Segunda Defini&#231;&#227;o Universal da Insufici&#234;ncia Card&#237;aca</strong>, que trouxe uma importante mudan&#231;a de paradigma.</p><div class="digest-post-embed" data-attrs="{&quot;nodeId&quot;:&quot;3fac8513-3487-45ce-84b0-0cba52a2d5bf&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;Autora: Maria J&#250;lia Souto (cardiologista e especialista em imagem cardiovascular)&quot;,&quot;cta&quot;:null,&quot;showBylines&quot;:true,&quot;showDescription&quot;:true,&quot;showImage&quot;:true,&quot;size&quot;:&quot;sm&quot;,&quot;isEditorNode&quot;:true,&quot;title&quot;:&quot;A Segunda Defini&#231;&#227;o Universal da Insufici&#234;ncia Card&#237;aca&quot;,&quot;publishedBylines&quot;:[{&quot;id&quot;:87706665,&quot;name&quot;:&quot;Doze por Oito&quot;,&quot;bio&quot;:&quot;Bem-vindos &#224; Doze por Oito! \nA sua plataforma de educa&#231;&#227;o continuada em cardiologia!&quot;,&quot;photo_url&quot;:&quot;https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/52913199-892e-4628-8881-53beffbf218c_610x610.png&quot;,&quot;is_guest&quot;:false,&quot;bestseller_tier&quot;:100}],&quot;post_date&quot;:&quot;2026-07-02T01:04:01.890Z&quot;,&quot;cover_image&quot;:&quot;https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/6582f114-27de-48f4-a2b7-2ab8e2dce7b1_1672x941.png&quot;,&quot;cover_image_alt&quot;:null,&quot;canonical_url&quot;:&quot;https://news.dozeporoito.com/p/a-segunda-definicao-universal-da&quot;,&quot;section_name&quot;:&quot;DozeNews PRIME &#129351;&quot;,&quot;video_upload_id&quot;:null,&quot;id&quot;:204215398,&quot;type&quot;:&quot;newsletter&quot;,&quot;reaction_count&quot;:34,&quot;comment_count&quot;:0,&quot;publication_id&quot;:850625,&quot;publication_name&quot;:&quot;DozeNews - Cardiologia pela Doze por Oito&quot;,&quot;publication_logo_url&quot;:&quot;https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!-qr8!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fbucketeer-e05bbc84-baa3-437e-9518-adb32be77984.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fe0c7141a-02a0-4234-9949-9e852dc77de8_252x252.png&quot;,&quot;belowTheFold&quot;:false,&quot;youtube_url&quot;:null,&quot;show_links&quot;:null,&quot;feed_url&quot;:null}"></div><div class="callout-block" data-callout="true"><p>Em vez de enfatizar valores espec&#237;ficos da fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o do ventr&#237;culo esquerdo (FEVE), o documento prop&#244;s uma vis&#227;o mais pr&#225;tica e alinhada &#224; realidade cl&#237;nica, agrupando os pacientes em tr&#234;s grandes fen&#243;tipos: <strong><mark data-color="#fff2cc" style="background-color: rgb(255, 242, 204); color: rgb(0, 0, 0);">insufici&#234;ncia card&#237;aca com fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o reduzida, preservada e melhorada.</mark></strong></p></div><p>&#201; hora de deixarmos de enxergar a insufici&#234;ncia card&#237;aca como uma doen&#231;a &#8220;engessada&#8221;, definida apenas por um ponto de corte da FEVE. Hoje, ela passa a ser entendida como uma <strong>s&#237;ndrome cl&#237;nica</strong>, cujo diagn&#243;stico depende da integra&#231;&#227;o entre sintomas, sinais, altera&#231;&#245;es estruturais e contexto cl&#237;nico, <em>e n&#227;o apenas de um n&#250;mero no ecocardiograma.</em></p><p>O foco deixa de ser um valor isolado e passa a ser o <strong>comportamento da doen&#231;a e seus diferentes fen&#243;tipos.</strong></p><p>Com essa mudan&#231;a de perspectiva, era inevit&#225;vel revisitar justamente o grupo que mais evoluiu nos &#250;ltimos anos: <strong>a insufici&#234;ncia card&#237;aca com fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o preservada (ICFEp).</strong></p><blockquote><p>Ent&#227;o, se a FEVE isoladamente j&#225; n&#227;o &#233; suficiente para definir a doen&#231;a, como estabelecemos o diagn&#243;stico? E, mais importante, como essa nova forma de enxergar a ICFEp modifica o tratamento?</p></blockquote><p>Foi exatamente para responder a essas perguntas que o <strong>American College of Cardiology (ACC)</strong> publicou, e<a href="https://www.jacc.org/doi/10.1016/j.jacc.2026.06.018">m pr&#233;-print no </a><em><a href="https://www.jacc.org/doi/10.1016/j.jacc.2026.06.018">Journal of the American College of Cardiology (JACC)</a></em><a href="https://www.jacc.org/doi/10.1016/j.jacc.2026.06.018">, o novo consenso para o diagn&#243;stico e manejo da ICFEp.</a></p><p>&#201; esse documento, e as principais mudan&#231;as que ele traz para a pr&#225;tica cl&#237;nica, que vamos revisar a partir de agora.</p>
      <p>
          <a href="https://news.dozeporoito.com/p/diagnostico-e-tratamento-da-ic-fep">
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          </a>
      </p>
   ]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Cardioneuroablação]]></title><description><![CDATA[Uma alternativa para a s&#237;ncope refrat&#225;ria antes do marca-passo]]></description><link>https://news.dozeporoito.com/p/cardioneuroablacao</link><guid isPermaLink="false">https://news.dozeporoito.com/p/cardioneuroablacao</guid><dc:creator><![CDATA[Doze por Oito]]></dc:creator><pubDate>Wed, 22 Jul 2026 22:09:44 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!JjKH!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Ffb39f58a-172e-471c-9bc1-d63b8d61da31_1526x1028.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<h6><span>Autor: Raquel Rios(cardiologista e eletrofisiologista pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia)</span></h6><div><hr></div><p><span>A </span><strong><span>s&#237;ncope vasovagal</span></strong><span> &#233; a forma mais comum de s&#237;ncope e tamb&#233;m uma das mais frustrantes de tratar. </span></p><p><span>Para a maioria dos pacientes, &#233; um evento benigno e espor&#225;dico. Mas existe um subgrupo de pacientes em que a s&#237;ncope &#233; recorrente, debilitante, sem pr&#243;dromos. Isso faz com que o paciente viva sob o medo constante da pr&#243;xima queda. Para esses, o tratamento cl&#237;nico (</span><strong><span>aumento da ingesta h&#237;drica, manobras de contrapress&#227;o, fludrocortisona, midodrina</span></strong><span>) frequentemente falha.</span></p><p style="text-align: justify;"><span>Quando o componente vasodepressor predomina, n&#227;o temos muita sa&#237;da. A terap&#234;utica cl&#237;nica &#233; a primordial. </span></p><p style="text-align: justify;"><span>Mas quando o componente cardioinibit&#243;rio &#233; o culpado, surge o dilema: </span><strong><span>marca-passo?</span></strong><span> Em pacientes jovens, com cora&#231;&#227;o estruturalmente normal, a ideia de implantar um dispositivo permanente &#8220;para compensar a bradicardia&#8221; incomoda pensando no longo prazo.</span></p><blockquote><p style="text-align: justify;"><span>Para pacientes com </span><strong><span>s&#237;ncope recorrente, &gt; 40 anos de idade e documenta&#231;&#227;o de pausa sintom&#225;tica espont&#226;nea &gt;3s (pausa sinusal e/ou BAV) ou pausa &gt;6s assintom&#225;tica</span></strong><span>, a </span><a href="https://abccardiol.org/article/diretriz-brasileira-de-dispositivos-cardiacos-eletronicos-implantaveis-2023/"><span>diretriz Brasileira de Dispositivos Card&#237;acos Eletr&#244;nicos Implant&#225;veis (DCEI) &#8211; 2023</span></a><span> traz a recomenda&#231;&#227;o de implante de marca-passo como IA enquanto a </span><a href="https://academic.oup.com/europace/article/22/4/515/5614580"><span>Europ&#233;ia de 2018</span></a><span> recomenda o implante como IIA.</span></p></blockquote><p style="text-align: justify;"><span>O dilema permeia os pacientes jovens, que n&#227;o s&#227;o contemplados nas diretrizes e n&#227;o h&#225; recomenda&#231;&#227;o robusta de pace.</span></p><p style="text-align: justify;"><span>Ser&#225; que existe uma alternativa ao marca-passo?</span></p><div class="callout-block" data-callout="true"><p style="text-align: justify;"><span>Bem-vindo &#224; </span><strong><span>cardioneuroabla&#231;&#227;o (CNA)</span></strong><span>, uma t&#233;cnica que nasceu no </span><strong><span>Brasil</span></strong><span>, ganhou o mundo e, em </span><strong><span>2024</span></strong><span>, recebeu seu primeiro documento de consenso internacional pela </span><strong><span>EHRA, HRS, APHRS e LAHRS</span></strong><span>. </span></p></div><p style="text-align: justify;"><span>Nesta </span><strong><span>Prime</span></strong><span>, vamos destrinchar o que essa t&#233;cnica tem de melhor: a fisiopatologia que a sustenta, como selecionar o paciente certo, como o procedimento &#233; feito na pr&#225;tica e o mais importante quando voc&#234;, como cardiologista, deve pensar nela antes do marca-passo.</span></p>
      <p>
          <a href="https://news.dozeporoito.com/p/cardioneuroablacao">
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          </a>
      </p>
   ]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Maconha, álcool e coração]]></title><description><![CDATA[O que 13 mil anos de hist&#243;ria e a ci&#234;ncia t&#234;m a dizer?]]></description><link>https://news.dozeporoito.com/p/maconha-alcool-e-coracao</link><guid isPermaLink="false">https://news.dozeporoito.com/p/maconha-alcool-e-coracao</guid><dc:creator><![CDATA[Doze por Oito]]></dc:creator><pubDate>Fri, 17 Jul 2026 15:09:03 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/4fc37e8a-b2be-4d35-a506-a90a42084d8a_1672x941.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<h6>Autor: Diandro Marinho Mota (Cardiologista do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia; Diretor M&#233;dico da Neomed Healthtech. Doutor em Medicina/Tecnologia e Interven&#231;&#227;o em Cardiologia pela USP/IDPC).</h6><h6>Texto original: <span class="mention-wrap" data-attrs="{&quot;name&quot;:&quot;Diandro Marinho Mota&quot;,&quot;id&quot;:524499878,&quot;type&quot;:&quot;user&quot;,&quot;url&quot;:null,&quot;photo_url&quot;:&quot;https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/a0a3e7d2-103d-427a-912c-fa4cc77df95c_288x288.jpeg&quot;,&quot;uuid&quot;:&quot;5c8f9e98-03dc-4cb6-ae11-5a52a9acd5f6&quot;}" data-component-name="MentionToDOM"></span> </h6><div><hr></div><p>Toda semana, algu&#233;m chega ao meu consult&#243;rio ou ao pronto-socorro com dor no peito, palpita&#231;&#227;o ou uma arritmia sem explica&#231;&#227;o &#243;bvia e, em algum momento da investiga&#231;&#227;o, duas perguntas simples raramente s&#227;o feitas com o rigor que deveriam: <strong>voc&#234; usa cannabis? Qual &#233; o seu padr&#227;o de consumo de &#225;lcool?</strong> </p><p>N&#227;o &#233; falta de interesse. &#201; que, durante d&#233;cadas, a cardiologia tratou essas duas subst&#226;ncias como perif&#233;ricas ao cuidado cardiovascular &#8212; quest&#245;es de &#8220;estilo de vida&#8221;, quando muito, ou pior: como n&#227;o sendo da nossa al&#231;ada.</p><p>Essa lacuna ficou mais perigosa nos &#250;ltimos anos. A legaliza&#231;&#227;o da cannabis em boa parte do mundo mudou o acesso e a percep&#231;&#227;o de risco, mas n&#227;o veio acompanhada de uma atualiza&#231;&#227;o equivalente na pr&#225;tica cl&#237;nica. </p><p>E o consenso sobre &#225;lcool, que por muito tempo pareceu resolvido (<em>&#8220;uma ta&#231;a de vinho por dia protege o cora&#231;&#227;o&#8221;)</em>, foi desmontado por metodologia mais rigorosa nos &#250;ltimos dois anos. </p><div class="pullquote"><p><strong>Se voc&#234; formou sua opini&#227;o sobre qualquer uma dessas subst&#226;ncias h&#225; mais de cinco anos, ela provavelmente est&#225; desatualizada.</strong></p></div><p>Escolhemos esse tema exatamente por isso: &#233; onde a dist&#226;ncia entre o que a evid&#234;ncia mais recente mostra e o que ainda praticamos no dia a dia &#233; maior. E, coincidentemente, &#233; tamb&#233;m um dos temas mais antigos da hist&#243;ria humana &#8212; o que torna essa dist&#226;ncia ainda mais intrigante.</p>
      <p>
          <a href="https://news.dozeporoito.com/p/maconha-alcool-e-coracao">
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          </a>
      </p>
   ]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Manejo pós-IAM]]></title><description><![CDATA[Infartou, e agora?]]></description><link>https://news.dozeporoito.com/p/manejo-pos-iam</link><guid isPermaLink="false">https://news.dozeporoito.com/p/manejo-pos-iam</guid><dc:creator><![CDATA[Doze por Oito]]></dc:creator><pubDate>Wed, 08 Jul 2026 21:58:19 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/14cc657d-176f-4b1b-b87c-f2b8570127b9_1672x941.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<h6>Autora: Maria J&#250;lia Souto (cardiologista e especialista em imagem cardiovascular)</h6><div><hr></div><p>O tempo todo estamos discutindo o manejo da s&#237;ndrome coronariana aguda. Sai uma diretriz nova, um grande ensaio cl&#237;nico, uma revis&#227;o importante... e l&#225; vamos n&#243;s atualizar o tratamento na sala de emerg&#234;ncia.</p><p>A essa <em>altura do campeonato,</em> acredito que voc&#234; j&#225; conduza um paciente com IAM na fase aguda quase de olhos fechados.</p><p>Mas basta <strong>esse mesmo paciente aparecer no consult&#243;rio algumas semanas depois</strong> para as d&#250;vidas come&#231;arem.</p><div class="pullquote"><p><em>&#8220;Quais medica&#231;&#245;es realmente devo manter? Preciso abordar as les&#245;es residuais? Quanto tempo ele deve ficar afastado do trabalho? Ele quer voltar &#224; academia. Pode? Vai viajar de avi&#227;o no pr&#243;ximo m&#234;s. Est&#225; liberado?&#8221;</em></p></div><p>Percebe como, de repente, sa&#237;mos do terreno relativamente confort&#225;vel das diretrizes da fase aguda para um mundo cheio de decis&#245;es pr&#225;ticas, muitas delas pouco discutidas no dia a dia?</p><p>E talvez seja justamente nessa fase que tenhamos uma das <strong>maiores oportunidades de impactar o progn&#243;stico do paciente.</strong> Afinal, a angioplastia termina em poucas horas; a preven&#231;&#227;o secund&#225;ria vai acompanh&#225;-lo pelos pr&#243;ximos anos.<br>Foi pensando nisso que resolvi montar esta DozePrime.</p><ul><li><p>A ideia &#233; construirmos <strong>uma abordagem pr&#225;tica e sistem&#225;tica do paciente no p&#243;s-IAM</strong>, revisando desde as medica&#231;&#245;es fundamentais at&#233; o manejo das les&#245;es residuais, al&#233;m das d&#250;vidas que mais aparecem no consult&#243;rio sobre exerc&#237;cio f&#237;sico, retorno ao trabalho, viagens e acompanhamento ambulatorial.</p></li></ul>
      <p>
          <a href="https://news.dozeporoito.com/p/manejo-pos-iam">
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          </a>
      </p>
   ]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[A Segunda Definição Universal da Insuficiência Cardíaca]]></title><description><![CDATA[O que mudou?]]></description><link>https://news.dozeporoito.com/p/a-segunda-definicao-universal-da</link><guid isPermaLink="false">https://news.dozeporoito.com/p/a-segunda-definicao-universal-da</guid><dc:creator><![CDATA[Doze por Oito]]></dc:creator><pubDate>Thu, 02 Jul 2026 01:04:01 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/6582f114-27de-48f4-a2b7-2ab8e2dce7b1_1672x941.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<h6>Autora: Maria J&#250;lia Souto (cardiologista e especialista em imagem cardiovascular)</h6><div><hr></div><p>Esse foi um daqueles artigos que fazem a gente parar a programa&#231;&#227;o habitual da Prime para falar dele.</p><div class="pullquote"><p>A <strong><a href="https://www.ahajournals.org/doi/10.1161/CIR.0000000000001455">Segunda Defini&#231;&#227;o Universal da Insufici&#234;ncia Card&#237;aca (IC)</a></strong> trouxe novidades importantes na forma como definimos, classificamos e acompanhamos essa s&#237;ndrome.</p></div><p>Apesar de curto e bastante objetivo, o documento incorpora mudan&#231;as que refletem tudo o que aprendemos sobre insufici&#234;ncia card&#237;aca nos &#250;ltimos cinco anos. E algumas delas t&#234;m potencial para mudar a forma como enxergamos nossos pacientes no dia a dia.</p><p>Vamos nessa?</p>
      <p>
          <a href="https://news.dozeporoito.com/p/a-segunda-definicao-universal-da">
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          </a>
      </p>
   ]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Miocardiopatia não-compactada]]></title><description><![CDATA[Verdade ou mito?]]></description><link>https://news.dozeporoito.com/p/miocardiopatia-nao-compactada</link><guid isPermaLink="false">https://news.dozeporoito.com/p/miocardiopatia-nao-compactada</guid><dc:creator><![CDATA[Doze por Oito]]></dc:creator><pubDate>Wed, 24 Jun 2026 15:07:28 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/4de6f08a-ccea-455b-9e04-ffeb15d3d9f6_1672x941.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<h6>Autora: Maria J&#250;lia Souto (cardiologista e especialista em imagem cardiovascular)</h6><div><hr></div><p><em>Minha primeira expectativa &#233; que voc&#234; tenha me julgado ao ler o t&#237;tulo desta DozePrime rs.</em></p><p>Afinal, n&#227;o &#233; de hoje que existe uma recomenda&#231;&#227;o para abandonarmos o termo &#8220;mioc&#225;rdio n&#227;o-compactado&#8221; e passarmos a utilizar &#8220;hipertrabecula&#231;&#227;o do ventr&#237;culo esquerdo&#8221;.</p><blockquote><p>Est&#225; por fora? D&#225; uma olhada no que a <strong><a href="https://academic.oup.com/eurheartj/article/44/37/3503/7246608">diretriz de miocardiopatias da ESC de 2023</a></strong> recomenda:</p></blockquote><div class="captioned-image-container"><figure><div class="image-link image2" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!UGsN!,w_424,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F59f3556f-c9bb-4c25-899d-5c8068e44359_1088x412.png 424w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!UGsN!,w_848,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F59f3556f-c9bb-4c25-899d-5c8068e44359_1088x412.png 848w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!UGsN!,w_1272,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F59f3556f-c9bb-4c25-899d-5c8068e44359_1088x412.png 1272w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!UGsN!,w_1456,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F59f3556f-c9bb-4c25-899d-5c8068e44359_1088x412.png 1456w" sizes="100vw"><img src="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!UGsN!,w_1456,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F59f3556f-c9bb-4c25-899d-5c8068e44359_1088x412.png" width="554" height="209.78676470588235" data-attrs="{&quot;src&quot;:&quot;https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/59f3556f-c9bb-4c25-899d-5c8068e44359_1088x412.png&quot;,&quot;srcNoWatermark&quot;:null,&quot;fullscreen&quot;:null,&quot;imageSize&quot;:null,&quot;height&quot;:412,&quot;width&quot;:1088,&quot;resizeWidth&quot;:554,&quot;bytes&quot;:112570,&quot;alt&quot;:null,&quot;title&quot;:null,&quot;type&quot;:&quot;image/png&quot;,&quot;href&quot;:null,&quot;belowTheFold&quot;:false,&quot;topImage&quot;:true,&quot;internalRedirect&quot;:&quot;https://news.dozeporoito.com/i/203331515?img=https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F59f3556f-c9bb-4c25-899d-5c8068e44359_1088x412.png&quot;,&quot;isProcessing&quot;:false,&quot;align&quot;:null,&quot;offset&quot;:false}" class="sizing-normal" alt="" srcset="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!UGsN!,w_424,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F59f3556f-c9bb-4c25-899d-5c8068e44359_1088x412.png 424w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!UGsN!,w_848,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F59f3556f-c9bb-4c25-899d-5c8068e44359_1088x412.png 848w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!UGsN!,w_1272,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F59f3556f-c9bb-4c25-899d-5c8068e44359_1088x412.png 1272w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!UGsN!,w_1456,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F59f3556f-c9bb-4c25-899d-5c8068e44359_1088x412.png 1456w" sizes="100vw" fetchpriority="high"></picture><div></div></div></div><figcaption class="image-caption">Trecho da diretriz Arbelo E, et al. European Heart Journal (2023) 44, 3503&#8211;3626 | LVNC: left ventricular non-compaction</figcaption></figure></div><p>Mas a hist&#243;ria fica ainda mais interessante:</p><ul><li><p>Grande parte dos cardiologistas que trabalham com imagem aprendeu a diagnosticar o chamado mioc&#225;rdio n&#227;o-compactado utilizando <strong>crit&#233;rios propostos por um dos nomes mais importantes da resson&#226;ncia card&#237;aca nesse tema: Steffen Petersen.</strong></p></li><li><p>Pois foi justamente Petersen quem liderou, em 2023,<a href="https://www.jacc.org/doi/10.1016/j.jcmg.2022.12.026"> um documento de especialistas publicado no JACC</a> que praticamente virou essa hist&#243;ria de cabe&#231;a para baixo.</p></li></ul><p>A grande quest&#227;o levantada na revis&#227;o &#233; que <strong>o famoso "mioc&#225;rdio n&#227;o-compactado" talvez nunca tenha existido da forma como imagin&#225;vamos.</strong></p><p>E, apesar de tudo isso parecer at&#233; um pouco &#8220;antigo&#8221; <em>(pelo menos para os par&#226;metros DozeNews rs)</em>, a confus&#227;o permanece viva nos ambulat&#243;rios, nos laudos e nas discuss&#245;es de caso.</p><p>Ent&#227;o chegou a hora de colocar alguns pontos nos is.</p>
      <p>
          <a href="https://news.dozeporoito.com/p/miocardiopatia-nao-compactada">
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          </a>
      </p>
   ]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Febre Reumática]]></title><description><![CDATA[A doen&#231;a que continua roubando v&#225;lvulas no s&#233;culo XXI]]></description><link>https://news.dozeporoito.com/p/febre-reumatica</link><guid isPermaLink="false">https://news.dozeporoito.com/p/febre-reumatica</guid><dc:creator><![CDATA[Doze por Oito]]></dc:creator><pubDate>Thu, 18 Jun 2026 01:13:25 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/bb61e9a8-8a62-4a56-9127-1cbffd5cd88e_1672x941.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Vamos come&#231;ar com um <em>doloroso </em>paradoxo:</p><blockquote><p>Imagine uma doen&#231;a que pode come&#231;ar com uma simples dor de garganta e terminar d&#233;cadas depois em uma troca valvar.</p></blockquote><p>Apesar de parecer um cap&#237;tulo da cardiologia do s&#233;culo passado, a febre reum&#225;tica continua sendo <strong>uma das principais causas de valvopatia adquirida em crian&#231;as e adultos jovens em pa&#237;ses de baixa e m&#233;dia renda.</strong></p><p>Em outras palavras, constantemente voc&#234; encontrar&#225; pacientes no seu consult&#243;rio que tenham sequelas dessa doen&#231;a.</p><p>E, assim, &#233; necess&#225;rio saber manejar n&#227;o s&#243; a valvopatia, como tamb&#233;m as nuances espec&#237;ficas da febre reum&#225;tica, como a anticoagula&#231;&#227;o e profilaxia secund&#225;ria.</p><p>Vamos come&#231;ar?</p>
      <p>
          <a href="https://news.dozeporoito.com/p/febre-reumatica">
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          </a>
      </p>
   ]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[O coração nas doenças sistêmicas]]></title><description><![CDATA[O Posicionamento sobre Avalia&#231;&#227;o Multimodalidade em Imagem Card&#237;aca em Pacientes com Doen&#231;as Sist&#234;micas &#8211; 2026]]></description><link>https://news.dozeporoito.com/p/o-coracao-nas-doencas-sistemicas</link><guid isPermaLink="false">https://news.dozeporoito.com/p/o-coracao-nas-doencas-sistemicas</guid><dc:creator><![CDATA[Doze por Oito]]></dc:creator><pubDate>Thu, 11 Jun 2026 01:00:22 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/0960bb39-e231-446c-ac85-f0558185fcd3_1672x941.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<h6>Autora: Maria J&#250;lia Souto (cardiologista e especialista em imagem cardiovascular)</h6><div><hr></div><p><strong>N&#227;o subestime essa DozePrime!</strong></p><p>Essa aqui &#233; daquelas (e tamb&#233;m o documento do qual ela deriva - <em><a href="https://abccardiol.org/article/posicionamento-sobre-avaliacao-multimodalidade-em-imagem-cardiaca-em-pacientes-com-doencas-sistemicas-2026/">Posicionamento sobre Avalia&#231;&#227;o Multimodalidade em Imagem Card&#237;aca em Pacientes com Doen&#231;as Sist&#234;micas &#8211; 2026</a></em> ) que d&#225; aquela <em>preguicinha</em> de ler <em>rs. </em>&#129396;</p><blockquote><p>N&#227;o vou discordar de voc&#234;&#8230;</p><p>Afinal, quantas vezes na sua pr&#225;tica cl&#237;nica voc&#234; estar&#225; diante de um paciente com <em>Doen&#231;a de Fabry, Ataxia de Friedreich ou Distrofia Muscular de Duchenne</em>?</p><p>Provavelmente n&#227;o muitas.</p></blockquote><p><strong>At&#233; que um dia acontece!</strong> E, acredite, os 5 minutos da sua vida que voc&#234; &#8220;perdeu&#8221; lendo essa DozePrime ser&#227;o bem &#250;teis.</p><p>Se ainda n&#227;o te convenci, deixa eu lan&#231;ar meu segundo argumento.</p><ul><li><p>&#128064; Para voc&#234; que far&#225; o TEC este ano: pode anotar. <strong>As chances de pelo menos uma quest&#227;o dessa diretriz aparecer na prova s&#227;o enormes.</strong></p></li><li><p>Afinal, fazem parte do conte&#250;do cobrado as diretrizes e posicionamentos publicados entre 1&#186; de janeiro de 2016 e 1&#186; de julho de 2026, e esse documento entra exatamente nessa janela.</p></li></ul><blockquote><p>N&#227;o sabia?! Pois &#233;, se alerte e acesse o nosso <strong><a href="https://drive.google.com/file/d/14vu4hz622zRT7G94pN8gdRh2q8pixSyK/view?usp=drivesdk">Guia R&#225;pido Para Quem Vai Prestar o TEC.</a></strong></p></blockquote><p>Pronto. Agora sinto que apresentei argumentos suficientes para seguirmos em frente.</p>
      <p>
          <a href="https://news.dozeporoito.com/p/o-coracao-nas-doencas-sistemicas">
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          </a>
      </p>
   ]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Tempestade Elétrica]]></title><description><![CDATA[O Novo Posicionamento da SBC e SOBRAC refinando a conduta na emerg&#234;ncia]]></description><link>https://news.dozeporoito.com/p/tempestade-eletrica-c08</link><guid isPermaLink="false">https://news.dozeporoito.com/p/tempestade-eletrica-c08</guid><dc:creator><![CDATA[Doze por Oito]]></dc:creator><pubDate>Wed, 03 Jun 2026 21:48:35 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/df390215-087a-4e11-a553-7df64c7f49cf_1672x941.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<h6>Autor: Raquel Rios(cardiologista e especialista em eletrofisiologia e estimula&#231;&#227;o card&#237;aca artificial)</h6><div><hr></div><p>A <strong>tempestade el&#233;trica</strong> (TE)  &#233; uma das emerg&#234;ncias cardiol&#243;gicas mais temidas e que amedronta grande parte dos cardiologistas.</p><blockquote><p>N&#227;o &#233; por menos: sua letalidade pode chegar a 14% nas primeiras 48 horas.</p></blockquote><div class="pullquote"><p>A defini&#231;&#227;o, por sua vez, &#233; bem simples:</p><p><strong>&#8805; 3 epis&#243;dios de taquicardia ventricular sustentada (TV), fibrila&#231;&#227;o ventricular (FV) ou choques apropriados do cardioversor-desfibrilador implant&#225;vel (CDI) em 24 horas,</strong> sendo esses epis&#243;dios separados por pelo menos 5 minutos. </p></div><p>Voc&#234; j&#225; deve ter entendido: a abordagem precisa ser r&#225;pida e multidisciplinar. </p><p>Ficou preocupado? Calma, acabamos de ganhar um aliado poderoso: <strong>o <a href="https://abccardiol.org/article/posicionamento-sobre-diagnostico-e-tratamento-da-tempestade-eletrica-2026/">Posicionamento sobre Diagn&#243;stico e Tratamento da Tempestade El&#233;trica &#8211; 2026,</a> </strong>lan&#231;ado conjuntamente pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e pela Sociedade Brasileira de Arritmias Card&#237;acas (SOBRAC), publicado nos <em>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</em>.</p><ul><li><p>Esse documento sintetiza evid&#234;ncias atualizadas e oferece algoritmos pr&#225;ticos para emergencistas, arritmologistas e intensivistas. </p></li><li><p>Ele vai al&#233;m dos guidelines internacionais (como o AHA/ACC/HRS 2017) porque incorpora realidades brasileiras como a alta preval&#234;ncia de cardiomiopatia chag&#225;sica. </p></li></ul><p>Vamos destrinchar os pontos principais, com foco na aplica&#231;&#227;o cl&#237;nica imediata, e o mais importante, sistematizar a conduta no manejo da tempestade el&#233;trica. </p><p>Este &#233; o nosso objetivo nesta Prime: nortear o seu passo a passo na emerg&#234;ncia e tentar descomplicar o que j&#225; &#233; naturalmente &#8220;tempestuoso&#8221;.</p>
      <p>
          <a href="https://news.dozeporoito.com/p/tempestade-eletrica-c08">
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          </a>
      </p>
   ]]></content:encoded></item></channel></rss>