<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" version="2.0" xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd" xmlns:googleplay="http://www.google.com/schemas/play-podcasts/1.0"><channel><title><![CDATA[DozeNews - Cardiologia pela Doze por Oito: DozeNews PRIME 🥇]]></title><description><![CDATA[Sua revisão semanal em cardiologia. Acompanhe com a gente temas diversos, atualizados com as novas evidências e com o jeito leve e didático que somente a DozeNews te proporciona.]]></description><link>https://news.dozeporoito.com/s/dozenews-prime</link><image><url>https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!-qr8!,w_256,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fbucketeer-e05bbc84-baa3-437e-9518-adb32be77984.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fe0c7141a-02a0-4234-9949-9e852dc77de8_252x252.png</url><title>DozeNews - Cardiologia pela Doze por Oito: DozeNews PRIME 🥇</title><link>https://news.dozeporoito.com/s/dozenews-prime</link></image><generator>Substack</generator><lastBuildDate>Fri, 17 Apr 2026 12:23:56 GMT</lastBuildDate><atom:link href="https://news.dozeporoito.com/feed" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[Doze por Oito]]></copyright><language><![CDATA[pt]]></language><webMaster><![CDATA[dozeporoito@substack.com]]></webMaster><itunes:owner><itunes:email><![CDATA[dozeporoito@substack.com]]></itunes:email><itunes:name><![CDATA[Doze por Oito]]></itunes:name></itunes:owner><itunes:author><![CDATA[Doze por Oito]]></itunes:author><googleplay:owner><![CDATA[dozeporoito@substack.com]]></googleplay:owner><googleplay:email><![CDATA[dozeporoito@substack.com]]></googleplay:email><googleplay:author><![CDATA[Doze por Oito]]></googleplay:author><itunes:block><![CDATA[Yes]]></itunes:block><item><title><![CDATA[Ácido Bempedoico]]></title><description><![CDATA[Da farmacologia molecular ao CLEAR Outcomes: tudo o que voc&#234; precisa saber para prescrever (e discutir) essa mol&#233;cula com propriedade.]]></description><link>https://news.dozeporoito.com/p/acido-bempedoico</link><guid isPermaLink="false">https://news.dozeporoito.com/p/acido-bempedoico</guid><dc:creator><![CDATA[Doze por Oito]]></dc:creator><pubDate>Thu, 16 Apr 2026 00:06:16 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/cbf002ed-b9cc-48e2-ab63-f474f2557ae4_2752x1536.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<h6>Autor: Mateus Prata (Cardiologia Cl&#237;nica e Intervencionista)O cen&#225;rio das dislipidemias em 2026</h6><div><hr></div><h1>O cen&#225;rio das dislipidemias em 2026</h1><p>Se tem uma coisa que a cardiologia moderna nos ensinou, &#233; que <strong>reduzir LDL-C salva vidas</strong>. </p><p>A rela&#231;&#227;o &#233; quase linear: para cada <strong>39 mg/dL de queda no LDL-C</strong>, espera-se uma <strong>redu&#231;&#227;o de ~22% nos eventos cardiovasculares maiores:</strong> dado robusto da metan&#225;lise do <em>CTT Collaboration</em> publicada no <a href="https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(10)61350-5/fulltext">Lancet em 2010</a>.</p><p>As <strong>estatinas</strong> s&#227;o, sem discuss&#227;o, o grande alicerce desse tratamento. </p><p>Temos mais de 28 grandes ensaios randomizados e suas metan&#225;lises consolidando esse papel.</p><p>Somando-se a elas, o <strong>ezetimibe,</strong> que no <a href="https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/nejmoa1410489">IMPROVE-IT (NEJM 2015)</a> mostrou benef&#237;cio adicional modesto por&#233;m significativo em p&#243;s-SCA, e os <strong>inibidores de PCSK9</strong> (evolocumabe no <a href="https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa1615664">FOURIER, NEJM 2017</a> e <a href="https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa2514428?query=featured_cardiology">VESALIUS-CV</a>); alirocumabe no <a href="https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa1801174">ODYSSEY OUTCOMES NEJM 2018</a> e o inclisiran), que mostraram redu&#231;&#245;es impressionantes de LDL-C na casa de 50-60% sobre a base, completam o arsenal &#8220;cl&#225;ssico&#8221;.</p><blockquote><p>Mas e quando o paciente n&#227;o tolera estatina? Ou quando, mesmo com tudo otimizado conforme o poss&#237;vel (levando em conta os custos do iPCSK9), o LDL n&#227;o chega na meta?</p></blockquote><p>&#201; a&#237; que entra o <strong>&#225;cido bempedoico:</strong> o primeiro inibidor oral da ATP-citrato liase (ACL) aprovado para uso cl&#237;nico. </p><p>E em 2023, com a publica&#231;&#227;o do <strong>CLEAR Outcomes</strong>, ele deixou de ser apenas uma droga que &#8220;baixa LDL&#8221; para se tornar uma droga que <strong>reduz eventos cardiovasculares</strong>.</p><p>Nessa edi&#231;&#227;o da PRIME, vamos mergulhar a fundo: da mol&#233;cula &#224; pr&#225;tica cl&#237;nica.</p>
      <p>
          <a href="https://news.dozeporoito.com/p/acido-bempedoico">
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   ]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Tudo sobre o VO2]]></title><description><![CDATA[O que seu paciente quer saber e o que a evid&#234;ncia realmente diz]]></description><link>https://news.dozeporoito.com/p/tudo-sobre-o-vo2</link><guid isPermaLink="false">https://news.dozeporoito.com/p/tudo-sobre-o-vo2</guid><dc:creator><![CDATA[Doze por Oito]]></dc:creator><pubDate>Wed, 08 Apr 2026 21:12:42 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/f2683ad7-6ea5-435b-92aa-b1b4b2ea55d5_1672x941.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<h6>Autores: Fernanda Justo (Cardiologia do Esporte) e Mateus Prata (Cardiologia Cl&#237;nica e Invervencionista)</h6><div><hr></div><p>Seu paciente chegou no consult&#243;rio com o Apple Watch no pulso e uma pergunta: &#8220;Doutor, meu VO2 m&#225;ximo caiu. Preciso me preocupar?&#8221;</p><p>Se voc&#234; n&#227;o soube o que responder com seguran&#231;a, n&#227;o se preocupe. Pensamos que a maioria dos cardiologistas tamb&#233;m n&#227;o saberia.</p><div class="pullquote"><p><strong>O VO2m&#225;x virou o novo colesterol das redes sociais de sa&#250;de.</strong></p></div><p><em>Influencers</em> prescrevem metas num&#233;ricas, rel&#243;gios estimam valores sem an&#225;lise de gases e <em>podcasters</em> afirmam que &#233; &#8220;o maior preditor singular de longevidade&#8221;.</p><p>Mas o que a evid&#234;ncia realmente sustenta? O que &#233; fisiologia s&#243;lida e o que &#233; narrativa inflada?</p><p>Essa edi&#231;&#227;o da PRIME vai te dar substrato para responder com propriedade.</p><div><hr></div><h2>O que o VO2m&#225;x realmente representa</h2><p></p><p>Precisamos come&#231;ar com conceitos: <strong>o que &#233; VO2?</strong></p><div class="callout-block" data-callout="true"><p><strong>VO2m&#225;x</strong> &#233; a taxa m&#225;xima de consumo de oxig&#234;nio durante exerc&#237;cio progressivo at&#233; a exaust&#227;o.</p></div><blockquote><p>Parece simples, mas por tr&#225;s desse n&#250;mero existe uma f&#243;rmula que reflete a efici&#234;ncia simult&#226;nea de quatro sistemas: pulm&#245;es (troca gasosa), cora&#231;&#227;o (d&#233;bito card&#237;aco), vasculatura perif&#233;rica (distribui&#231;&#227;o de fluxo) e musculatura esquel&#233;tica (extra&#231;&#227;o e utiliza&#231;&#227;o de O2).</p></blockquote><p>Uma forma visual de pensar o VO2 &#233; imaginar o seguinte cen&#225;rio: imagine s&#243; que o elevador quebrou e voc&#234; precisa subir alguns lances de escada.</p><p>Para que este movimento aconte&#231;a, uma sequ&#234;ncia de fen&#244;menos quase autom&#225;ticos precisam estar alinhados:</p>
      <p>
          <a href="https://news.dozeporoito.com/p/tudo-sobre-o-vo2">
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          </a>
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   ]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[A doença isquêmica na mulher]]></title><description><![CDATA[Menos mulheres adoecem, mas mais morrem. Por que?]]></description><link>https://news.dozeporoito.com/p/a-doenca-isquemica-na-mulher</link><guid isPermaLink="false">https://news.dozeporoito.com/p/a-doenca-isquemica-na-mulher</guid><dc:creator><![CDATA[Doze por Oito]]></dc:creator><pubDate>Thu, 02 Apr 2026 09:35:27 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/e73196f2-deec-4f99-8976-2727a99ddac5_1671x940.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<h6>Autor: Marcos Meniconi (Cardiologista Cl&#237;nico e Intervencionista)</h6><div><hr></div><p><strong>Que homens e mulheres s&#227;o diferentes, todo mundo sabe.</strong></p><p>Na medicina, apesar de discutirmos fatores de risco sexo-espec&#237;ficos e respostas distintas aos tratamentos, poucos de n&#243;s realmente incorporam esse refinamento na pr&#225;tica cl&#237;nica.</p><p>E tem mais: a hist&#243;rica sub-representa&#231;&#227;o das mulheres nos estudos, somada &#224;s diferen&#231;as na preval&#234;ncia de comorbidades, tamb&#233;m impacta diretamente o cuidado que oferecemos.</p><ul><li><p>Homens e mulheres aparentemente semelhantes acabam sendo tratados da mesma forma quando, na verdade, deveriam ser manejados de maneira distinta para alcan&#231;armos os melhores desfechos.</p></li></ul><p><strong>Na doen&#231;a isqu&#234;mica do cora&#231;&#227;o (</strong><em><strong>do ingl&#234;s, IHD</strong></em><strong>), isso n&#227;o &#233; diferente.</strong></p><p>O cuidado come&#231;a, inclusive, pela nomenclatura. Ao migrarmos do conceito tradicional de doen&#231;a arterial coron&#225;ria (DAC) para IHD, ampliamos o olhar para al&#233;m da obstru&#231;&#227;o epic&#225;rdica, incorporando mecanismos como <strong>disfun&#231;&#227;o microvascular e altera&#231;&#245;es funcionais como causas de angina.</strong></p><p>E os n&#250;meros chamam aten&#231;&#227;o: a IHD &#233; respons&#225;vel por cerca de <strong>34% das mortes por doen&#231;a cardiovascular</strong>, com um custo anual estimado em &#8364;77 bilh&#245;es.</p><p>&#192; primeira vista, a mortalidade &#233; aproximadamente duas vezes maior em homens. Mas quando ajustamos esses dados pela preval&#234;ncia, o cen&#225;rio muda, e muito. Em diversos pa&#237;ses, <strong>as mulheres apresentam taxas de mortalidade padronizadas por idade consistentemente mais altas.</strong></p><p>&#128073;&#127996; Ou seja: menos mulheres adoecem, mas aquelas que adoecem morrem mais.</p><blockquote><p>Antes de avan&#231;armos, vale um ponto conceitual importante: <strong>sexo e g&#234;nero n&#227;o s&#227;o sin&#244;nimos.</strong></p><p>Sexo refere-se aos aspectos biol&#243;gicos (gen&#233;tica, horm&#244;nios, anatomia). J&#225; o g&#234;nero envolve constru&#231;&#245;es socioculturais, como comportamentos, pap&#233;is e identidade.</p><p>Na IHD, essa intera&#231;&#227;o &#233; tudo menos simples. Fatores biol&#243;gicos se misturam a padr&#245;es de comportamento e acesso ao cuidado, tornando dif&#237;cil separar onde termina o sexo e come&#231;a o g&#234;nero.</p></blockquote><p>No fim das contas, pouco importa quem &#8220;leva mais culpa&#8221;: o que importa &#233; reconhecer que <strong>essa combina&#231;&#227;o molda, de forma decisiva, o risco, a apresenta&#231;&#227;o e os desfechos das mulheres com doen&#231;a isqu&#234;mica.</strong></p><p>E se a gente n&#227;o enxergar isso&#8230; vai continuar errando.</p><p>Cuidemos bem de nossas mulheres.</p><p>&#128218; Em tempo, as nossas refer&#234;ncias ficam por conta de 2 belas revis&#245;es do <em>European Journal of Cardiology:</em></p><ul><li><p><em><a href="https://academic.oup.com/eurheartj/advance-article/doi/10.1093/eurheartj/ehaf728/8276836">Stable angina in young women</a></em><a href="https://academic.oup.com/eurheartj/advance-article/doi/10.1093/eurheartj/ehaf728/8276836"> (2025)</a>;</p></li><li><p><em><a href="https://academic.oup.com/eurheartj/article-lookup/doi/10.1093/eurheartj/ehaf1059">Sex and gender differences in coronary pathophysiology and ischaemic heart disease</a></em><a href="https://academic.oup.com/eurheartj/article-lookup/doi/10.1093/eurheartj/ehaf1059"> </a>(2026).</p></li></ul>
      <p>
          <a href="https://news.dozeporoito.com/p/a-doenca-isquemica-na-mulher">
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          </a>
      </p>
   ]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Insuficiência cardíaca e doença renal]]></title><description><![CDATA[Fisiopatologia, diagn&#243;stico e manejo.]]></description><link>https://news.dozeporoito.com/p/insuficiencia-cardiaca-e-doenca-renal</link><guid isPermaLink="false">https://news.dozeporoito.com/p/insuficiencia-cardiaca-e-doenca-renal</guid><dc:creator><![CDATA[Doze por Oito]]></dc:creator><pubDate>Wed, 25 Mar 2026 21:12:43 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/5e34167b-2627-42b6-b00d-bf3d81f0d6f0_1536x1024.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<h6>Autora: Maria J&#250;lia Souto (cardiologista e especialista em imagem cardiovascular pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia)</h6><div><hr></div><p>Existe dupla mais problem&#225;tica que cora&#231;&#227;o e rins? </p><p>A sobreposi&#231;&#227;o entre <strong>insufici&#234;ncia card&#237;aca (IC)</strong> e <strong>doen&#231;a renal cr&#244;nica (DRC)</strong> &#233; comum, <strong>e perigosa.</strong></p><p>Estima-se que <strong>10&#8211;30% dos pacientes com DRC evoluam com IC</strong>, enquanto <strong>30&#8211;60% dos pacientes com IC apresentam DRC</strong> ao longo da evolu&#231;&#227;o da doen&#231;a. Essa interse&#231;&#227;o cria um cen&#225;rio cl&#237;nico particularmente desafiador, marcado por maior risco de hospitaliza&#231;&#245;es, progress&#227;o de doen&#231;a e mortalidade.</p><blockquote><p>Talvez isso ajude a explicar a cl&#225;ssica rela&#231;&#227;o de amor e &#243;dio entre cardiologistas e nefrologistas&#8230; <em>rs</em>.</p></blockquote><p>Nos &#250;ltimos anos, diversas terapias trouxeram avan&#231;os importantes no tratamento tanto da IC quanto da DRC. Ainda assim, quando essas duas condi&#231;&#245;es coexistem, permanecem v&#225;rias lacunas, especialmente na <strong>fisiopatologia compartilhada, na interpreta&#231;&#227;o de biomarcadores e nas estrat&#233;gias diagn&#243;sticas e terap&#234;uticas ideais</strong>.</p><p>E para os nefrologistas n&#227;o dizerem que os cardiologistas n&#227;o se preocupam com os rins, resolvemos dedicar esta DozePrime para explorar os mist&#233;rios dessa complexa rela&#231;&#227;o entre <strong>IC e DRC</strong>.</p><p>&#128218; Nossa base para essa discuss&#227;o foi a revis&#227;o publicada no <em>JACC: Heart Failure</em> intitulada <strong><a href="https://www.jacc.org/doi/10.1016/j.jchf.2026.102943">&#8220;Kidney Disease and Heart Failure: Recent Advances and Current Challenges.&#8221;</a></strong></p>
      <p>
          <a href="https://news.dozeporoito.com/p/insuficiencia-cardiaca-e-doenca-renal">
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          </a>
      </p>
   ]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Terapias baseadas no GLP-1]]></title><description><![CDATA[Da teoria &#224; pr&#225;tica com Ozempic e Mounjaro]]></description><link>https://news.dozeporoito.com/p/terapias-baseadas-no-glp-1</link><guid isPermaLink="false">https://news.dozeporoito.com/p/terapias-baseadas-no-glp-1</guid><dc:creator><![CDATA[Doze por Oito]]></dc:creator><pubDate>Thu, 19 Mar 2026 00:28:34 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/4e2cb0c7-3122-482d-af02-7fc3a5a68f55_1536x1024.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<h6>Autor: Mateus Prata (Cardiologista Cl&#237;nico e Intervencionista)</h6><div><hr></div><p>Poucos assuntos na medicina mudaram tanto de patamar em t&#227;o pouco tempo quanto as <strong>terapias baseadas no GLP-1</strong>. </p><p>Em menos de uma d&#233;cada, sa&#237;mos do controle glic&#234;mico para prote&#231;&#227;o cardiovascular e tratamento da obesidade com impacto em desfechos duros.</p><blockquote><p>O problema? A velocidade com que as evid&#234;ncias surgem fez com que muita gente ficasse confusa com nomes comerciais, indica&#231;&#245;es, doses e, principalmente, com os potenciais riscos de fazer uso indiscriminado dessas medica&#231;&#245;es.</p></blockquote><p>Nesta edi&#231;&#227;o, a Doze vai colocar ordem na casa. </p><p>Vamos cobrir o essencial sobre <strong>semaglutida</strong> e <strong>tirzepatida</strong>, pincelar a <strong>liraglutida</strong> (que abriu o caminho) e comentar o que vem por a&#237; com a <strong>retatrutida</strong>. N&#227;o vamos abordar os inibidores da DPP-4, que s&#227;o outra estrat&#233;gia baseada em incretinas, e que perderam for&#231;a na redu&#231;&#227;o de peso e de desfechos cardiovasculares.</p><p>Dividimos essa edi&#231;&#227;o em 4 grandes blocos:</p><blockquote><ol><li><p>Mecanismo de a&#231;&#227;o (r&#225;pido e direto)</p></li><li><p>Indica&#231;&#245;es e evid&#234;ncias: no diab&#233;tico, no obeso sem diabetes e no obeso com ICFEp</p></li><li><p>Precau&#231;&#245;es e efeitos adversos</p></li><li><p>Tabela pr&#225;tica de doses e escalonamento</p></li></ol></blockquote><p>Vamos l&#225;?</p>
      <p>
          <a href="https://news.dozeporoito.com/p/terapias-baseadas-no-glp-1">
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          </a>
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   ]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Doença arterial carotídea assintomática]]></title><description><![CDATA[Eu rastreio, tu rasteias, n&#243;s rastreamos... Mas como manejar?]]></description><link>https://news.dozeporoito.com/p/doenca-arterial-carotidea-assintomatica</link><guid isPermaLink="false">https://news.dozeporoito.com/p/doenca-arterial-carotidea-assintomatica</guid><dc:creator><![CDATA[Doze por Oito]]></dc:creator><pubDate>Thu, 12 Mar 2026 09:02:39 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/f01cc7c5-1dba-4682-96fa-5b5148237c9b_1536x1024.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<h6>Autora: Maria J&#250;lia Souto (cardiologista e especialista em imagem cardiovascular pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia)</h6><div><hr></div><p>A solicita&#231;&#227;o de <strong>US Doppler arterial de car&#243;tidas e vertebrais</strong> j&#225; se tornou um verdadeiro cl&#225;ssico do atendimento ambulatorial cardiol&#243;gico.</p><p>Em parte, o pedido &#233; justificado pela busca de <strong>doen&#231;a ateroscler&#243;tica subcl&#237;nica</strong> e como ferramenta adicional na <strong>estratifica&#231;&#227;o do risco cardiovascular</strong>. Em outros momentos, isso ocorre sob a press&#227;o do pr&#243;prio paciente <em>(j&#225; acostumado a realizar esse inofensivo exame anualmente)</em>. </p><blockquote><p>O problema &#233; que raramente paramos para discutir os dois extremos dessa conduta: <strong>o in&#237;cio e o fim dela</strong>.</p></blockquote><p>Ser&#225; que realmente precisamos fazer esse rastreio?<br>E, mais importante ainda: <strong>o que fazer quando encontramos uma estenose mais significativa em um paciente completamente assintom&#225;tico?</strong></p><p>&#201; exatamente aqui que come&#231;a o dilema.</p><p>Por isso, a DozeNews Prime de hoje tem um objetivo claro: <strong>trazer luz &#224;s indica&#231;&#245;es de rastreio da doen&#231;a arterial carot&#237;dea assintom&#225;tica e discutir como devemos conduzir esses pacientes na pr&#225;tica cl&#237;nica.</strong></p>
      <p>
          <a href="https://news.dozeporoito.com/p/doenca-arterial-carotidea-assintomatica">
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          </a>
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   ]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Delirium na Medicina Cardiovascular]]></title><description><![CDATA[Plant&#227;o sim e plant&#227;o tamb&#233;m voc&#234; ter&#225; esse problema]]></description><link>https://news.dozeporoito.com/p/delirium-na-medicina-cardiovascular</link><guid isPermaLink="false">https://news.dozeporoito.com/p/delirium-na-medicina-cardiovascular</guid><dc:creator><![CDATA[Doze por Oito]]></dc:creator><pubDate>Thu, 05 Mar 2026 01:10:16 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/c386d7b3-1b86-44bf-a454-d6cdd8a06fb3_1536x1024.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<h6>Autora: Maria J&#250;lia Souto (cardiologista e especialista em imagem cardiovascular pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia)</h6><div><hr></div><p>Talvez, se voc&#234; passasse rapidamente pela <a href="https://academic.oup.com/eurheartj/advance-article-abstract/doi/10.1093/eurheartj/ehag088/8490450">&#250;ltima revis&#227;o do </a><em><a href="https://academic.oup.com/eurheartj/advance-article-abstract/doi/10.1093/eurheartj/ehag088/8490450">European Heart Journal</a></em><a href="https://academic.oup.com/eurheartj/advance-article-abstract/doi/10.1093/eurheartj/ehag088/8490450"> sobre </a><strong><a href="https://academic.oup.com/eurheartj/advance-article-abstract/doi/10.1093/eurheartj/ehag088/8490450">Delirium na Medicina Cardiovascular</a></strong>, esse n&#227;o seria o primeiro artigo que voc&#234; escolheria para ler.</p><blockquote><p>At&#233; chegar no plant&#227;o naquela mesma semana.</p><p>E &#224;s 03h17 da manh&#227; o telefone tocar.</p><p>&#8220;Doutor(a), o senhor do leito 12 est&#225; muito confuso&#8230;&#8221;</p></blockquote><p>Voc&#234; desce, encontra aquele &#8220;<em>v&#244;</em>&#8221; agitado, arrancando monitor, tentando sair da cama. Ou pior: hipoativo, sonolento, desconectado do mundo, e quase ningu&#233;m percebeu.</p><p>&#201; justamente ali, no sil&#234;ncio desconfort&#225;vel da madrugada, que come&#231;am as perguntas:</p><p><em>&#8220;Preciso mesmo medicar? Se for medicar, qual &#233; a melhor op&#231;&#227;o para ele n&#227;o acordar &#8216;chumbado&#8217; amanh&#227;? Estou deixando passar algum fator desencadeante? Isso muda progn&#243;stico ou &#233; s&#243; um evento transit&#243;rio?&#8221;</em></p><p>A verdade &#233; que, plant&#227;o sim, plant&#227;o tamb&#233;m, vamos nos deparar com esse cen&#225;rio, especialmente na cardiologia moderna, cada vez mais intervencionista, mais idosa e mais complexa.</p><p>E &#233; exatamente por isso que essa revis&#227;o do <em>European Heart Journal</em> merece nossa aten&#231;&#227;o.</p><p>Delirium n&#227;o &#233; apenas &#8220;confus&#227;o do idoso&#8221;. &#201; <strong>marcador de pior progn&#243;stico, maior mortalidade, decl&#237;nio cognitivo persistente e aumento do tempo de interna&#231;&#227;o.</strong></p><p>Nesta DozePrime, vamos organizar o caos da madrugada. <strong>Vamos nessa?</strong> &#128640;</p>
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          <a href="https://news.dozeporoito.com/p/delirium-na-medicina-cardiovascular">
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   ]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[A nova diretriz de TEP]]></title><description><![CDATA[O que voc&#234; achou que sabia, mas mudou]]></description><link>https://news.dozeporoito.com/p/a-nova-diretriz-de-tep</link><guid isPermaLink="false">https://news.dozeporoito.com/p/a-nova-diretriz-de-tep</guid><dc:creator><![CDATA[Doze por Oito]]></dc:creator><pubDate>Thu, 26 Feb 2026 00:47:26 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/59a10463-5c3e-4507-b858-102a25375a64_1536x1024.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<h6>Autora: Maria J&#250;lia Souto (cardiologista e especialista em imagem cardiovascular pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia)</h6><div><hr></div><p>Ser&#225; que o primeiro sinal de que voc&#234; est&#225; ficando &#8220;velho&#8221; na medicina &#233; quando aquilo que voc&#234; conduzia quase de olhos fechados come&#231;a, de repente, <em>a mudar</em>?</p><blockquote><p>&#128117;&#127996; Se essa for a defini&#231;&#227;o&#8230; talvez seja hora de eu me preocupar.</p><p>Foi exatamente assim que me senti ao ler a <a href="https://www.ahajournals.org/doi/10.1161/CIR.0000000000001415">nova diretriz de Tromboembolismo Pulmonar (TEP) da AHA/ACC 2026 .</a></p></blockquote><p>O TEP sempre foi aquela entidade que a gente aprende a respeitar cedo na forma&#231;&#227;o. Dor pleur&#237;tica, dispneia s&#250;bita, taquicardia. Wells, D-d&#237;mero, angioTC. </p><ul><li><p><em>Estratifica em baixo risco, intermedi&#225;rio, alto risco &#10145;&#65039; Anticoagula &#10145;&#65039; Trombolisa se chocar &#10145;&#65039; Pr&#243;ximo caso.</em></p></li></ul><p>Era quase um roteiro de plant&#227;o.</p><p>S&#243; que a nova diretriz chega e basicamente diz: &#9995;&#127996; <em>&#8220;Calma l&#225;. N&#227;o &#233; t&#227;o simples assim.&#8221;</em></p><blockquote><p>E n&#227;o &#233; mesmo.</p></blockquote><p>O documento n&#227;o &#233; uma atualiza&#231;&#227;o incremental. Ele reorganiza o racioc&#237;nio. Introduz uma nova classifica&#231;&#227;o cl&#237;nica, as <strong>AHA/ACC Acute PE Clinical Categories (A&#8211;E)</strong>, que abandona a l&#243;gica simplista do &#8220;baixo vs alto risco&#8221; e passa a integrar <strong>gravidade cl&#237;nica, instabilidade hemodin&#226;mica, comprometimento respirat&#243;rio, biomarcadores e fun&#231;&#227;o de ventr&#237;culo direito</strong> em um espectro cont&#237;nuo de risco.</p><p>Ou seja: o TEP deixa de ser apenas um evento tromb&#243;tico pulmonar e passa a ser encarado como uma s&#237;ndrome cardiovascular aguda, din&#226;mica, com m&#250;ltiplas camadas de gravidade.</p><p>E &#233; exatamente essa virada de chave que vamos destrinchar a partir de agora.</p>
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          <a href="https://news.dozeporoito.com/p/a-nova-diretriz-de-tep">
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   ]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Atualizações em Amiloidose Cardíaca]]></title><description><![CDATA[O novo consenso para o diagn&#243;stico e manejo da Amiloidose Card&#237;aca do ACC]]></description><link>https://news.dozeporoito.com/p/atualizacoes-em-amiloidose-cardiaca</link><guid isPermaLink="false">https://news.dozeporoito.com/p/atualizacoes-em-amiloidose-cardiaca</guid><dc:creator><![CDATA[Doze por Oito]]></dc:creator><pubDate>Wed, 18 Feb 2026 23:47:23 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/ea58675b-84a5-4f61-adfa-76489f1ce070_1536x1024.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<h6>Autora: Maria J&#250;lia Souto (cardiologista e especialista em imagem cardiovascular pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia)</h6><div><hr></div><p>Quem &#233; m&#233;dico um pouco mais antigo fica com uma sensa&#231;&#227;o saudosista toda vez que ouve falar de amiloidose card&#237;aca. </p><p>Afinal, em poucos anos sa&#237;mos de uma &#233;poca em que s&#243; &#233;ramos apresentados a essa condi&#231;&#227;o em aulas de hematologia e associado ao famigerado &#8220;vermelho do Congo&#8221;, para, o hoje, em que <strong>a suspeita de amiloidose precisa fazer parte do dia a dia do cardiologista.</strong></p><p>Nessa contexto, a amiloidose deixou de ser a &#8220;zebra&#8221; quando escutamos o &#8220;galopar&#8221; da IC FEp e da cardiopatia restritiva. </p><blockquote><p>E, sejamos honestos, isso n&#227;o aconteceu por acaso.</p></blockquote><p>Nos &#250;ltimos anos, especialmente na <strong>amiloidose por transtirretina (ATTR-CM)</strong>, houve uma verdadeira revolu&#231;&#227;o silenciosa. </p><ul><li><p>Primeiro, aprendemos a diagnosticar melhor,  inclusive de forma n&#227;o invasiva, algo impens&#225;vel h&#225; duas d&#233;cadas. </p></li><li><p>Depois, vieram as terapias modificadoras de doen&#231;a. </p></li><li><p>E agora, entramos numa fase ainda mais sofisticada: m&#250;ltiplas op&#231;&#245;es terap&#234;uticas, discuss&#227;o sobre qual estrat&#233;gia escolher, e at&#233; perspectivas de edi&#231;&#227;o g&#234;nica.</p></li></ul><p>Por falar em saudosismo, n&#243;s j&#225; discutimos sobre amiloidose aqui na <a href="https://news.dozeporoito.com/p/amiloidose-cardiaca?utm_source=publication-search">Prime, l&#225; em 2023.</a> </p><blockquote><p>Uma edi&#231;&#227;o que me orgulho muit&#237;ssimo, sem mod&#233;stia nenhuma <em>rs.</em></p></blockquote><p>Mas, como toda boa hist&#243;ria que evolui r&#225;pido demais, aquele cap&#237;tulo j&#225; ficou curto. De l&#225; para c&#225;, novos dados foram publicados, novos f&#225;rmacos foram incorporados e a discuss&#227;o deixou de ser &#8220;vale a pena tratar?&#8221; para se tornar &#8220;qual tratamento escolher, para qual paciente, e em que momento?&#8221;.</p><p><a href="https://www.jacc.org/doi/10.1016/j.jacc.2025.09.004">O novo documento do ACC do fim de 2025</a> sobre avalia&#231;&#227;o e manejo da ATTR-CM deixa isso muito claro: <strong>n&#227;o estamos mais na era do diagn&#243;stico tardio e do manejo exclusivamente sintom&#225;tico.</strong> Estamos na era da interven&#231;&#227;o precoce, da estratifica&#231;&#227;o individualizada e das perguntas ainda sem resposta.</p><p>E &#233; exatamente isso que vamos discutir hoje.</p>
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          <a href="https://news.dozeporoito.com/p/atualizacoes-em-amiloidose-cardiaca">
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   ]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Remodelamento Cardíaco e Fração de Ejeção Melhorada]]></title><description><![CDATA[Da fisiopatologia ao dilema da retirada terap&#234;utica]]></description><link>https://news.dozeporoito.com/p/remodelamento-cardiaco-e-fracao-de</link><guid isPermaLink="false">https://news.dozeporoito.com/p/remodelamento-cardiaco-e-fracao-de</guid><dc:creator><![CDATA[Doze por Oito]]></dc:creator><pubDate>Thu, 12 Feb 2026 00:21:40 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/06202b77-0063-43c7-8c7c-5e40197e786a_1536x1024.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<h6>Autor: Raphael Rossi (cardiologista e preceptor do setor de coronariopatias do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia)</h6><div><hr></div><p>Vamos come&#231;ar pelo &#243;bvio porque, quando se trata de IC, at&#233; o &#243;bvio parece ser pol&#234;mico.</p><p>Faz tempo que a IC deixou de ser um diagn&#243;stico est&#225;tico, carimbado por um n&#250;mero de fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o. </p><blockquote><p><em>Se voc&#234; s&#243; passa o olho na FEVE no ECO sem checar os demais par&#226;metros, j&#225; passou da hora de rever os seus conceitos rs.</em></p></blockquote><p>Hoje, ela &#233; corretamente entendida como uma <strong>s&#237;ndrome cl&#237;nica din&#226;mica</strong>, resultado da intera&#231;&#227;o cont&#237;nua entre altera&#231;&#245;es estruturais e/ou funcionais do cora&#231;&#227;o e respostas neuro-hormonais sist&#234;micas, com express&#227;o cl&#237;nica vari&#225;vel ao longo do tempo.</p><p>A <strong>Defini&#231;&#227;o Universal de Insufici&#234;ncia Card&#237;aca (2021)</strong> foi um passo importante justamente por colocar ordem nesse racioc&#237;nio: </p><div class="pullquote"><p>IC &#233; s&#237;ndrome cl&#237;nica, sustentada por <strong>evid&#234;ncia estrutural ou funcional</strong> e corroborada por <strong>biomarcadores e/ou congest&#227;o objetiva.</strong> </p></div><p>Parece simples, e &#233;. Mas muda tudo.</p><p>Essa defini&#231;&#227;o &#233; particularmente relevante porque:</p><ul><li><p>tira a fra&#231;&#227;o de eje&#231;&#227;o do pedestal isolado,</p></li><li><p>incorpora biomarcadores de forma estrutural,</p></li><li><p>e, principalmente, reconhece a IC como um <em><strong>continuum</strong></em><strong> fisiopatol&#243;gico</strong>, que vai do risco &#224; doen&#231;a avan&#231;ada.</p></li></ul><p>Do ponto de vista epidemiol&#243;gico, nada animador: a IC &#233; uma <strong>epidemia silenciosa</strong>, afetando mais de 64 milh&#245;es de pessoas no mundo. E a tend&#234;ncia &#233; somente de crescimento com o envelhecimento populacional e com o sucesso no tratamento de infartos e demais miocardiopatias. </p><p>O paradoxo &#233; conhecido: salvamos mais cora&#231;&#245;es, e convivemos mais com insufici&#234;ncia card&#237;aca. As taxas de mortalidade seguem compar&#225;veis &#224;s de muitos c&#226;nceres s&#243;lidos.</p><p>Nesse cen&#225;rio, a terapia guiada por diretrizes mudou o jogo. <strong>Cada vez mais pacientes melhoram a fun&#231;&#227;o ventricular esquerda,</strong> criando novos fen&#243;tipos cl&#237;nicos que desafiam classifica&#231;&#245;es antigas e decis&#245;es terap&#234;uticas autom&#225;ticas. </p><p>&#201; esse o tema que iremos discutir a partir de agora.</p>
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   ]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Os fatores de risco não-convencionais]]></title><description><![CDATA[O mundo al&#233;m dos SMuRFs]]></description><link>https://news.dozeporoito.com/p/os-fatores-de-risco-nao-convencionais</link><guid isPermaLink="false">https://news.dozeporoito.com/p/os-fatores-de-risco-nao-convencionais</guid><dc:creator><![CDATA[Doze por Oito]]></dc:creator><pubDate>Wed, 04 Feb 2026 23:36:02 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/52c3e797-9908-491e-b8ca-4bacb9f34258_1536x1024.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<h6>Autora: Maria J&#250;lia Souto (cardiologista e especialista em imagem cardiovascular pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia)</h6><div><hr></div><p>Tenho certeza de que voc&#234; conhece bem os <strong>SMuRFs</strong>. <em>E n&#227;o estou falando dos bichinhos azuis que fogem do Gargamel.</em></p><p>Aqui eles representam os principais vil&#245;es da cardiologia: <strong>os </strong><em><strong>Standard Modifiable Risk Factors, </strong></em><strong>ou, no bom e velho portugu&#234;s, os fatores de risco modific&#225;veis.</strong></p><ul><li><p>Ou seja, aqueles conhecidos fatores de risco que fazem parte de todas as calculadoras: hipertens&#227;o, diabetes, obesidade, tabagismo&#8230;</p></li></ul><p>O problema &#233; que, apesar de conhecermos esses vil&#245;es h&#225; d&#233;cadas, e de persegui-los com bastante empenho, temos falhado mais do que o pr&#243;prio Gargamel. As doen&#231;as cardiovasculares seguem firmes como a principal causa de morte no mundo, respondendo por cerca de <strong>1/3 dos &#243;bitos globais</strong>.</p><blockquote><p><em>Estranho, n&#227;o?!</em> Doen&#231;as com fatores de risco t&#227;o bem descritos, mensur&#225;veis e, em teoria, preven&#237;veis&#8230; e ainda assim vencendo essa batalha com tanta folga.</p><p>Pela l&#243;gica, seria de se esperar que, com o avan&#231;o no diagn&#243;stico, no tratamento e no controle dos fatores de risco cl&#225;ssicos, a mortalidade cardiovascular estivesse em queda consistente ao longo dos anos. <strong>Mas n&#227;o &#233; isso que os dados mostram, especialmente fora dos pa&#237;ses de alta renda.</strong></p></blockquote><p>A essa altura, voc&#234; provavelmente j&#225; matou a charada: <strong>olhar apenas para os SMuRFs n&#227;o &#233; mais suficiente</strong>.</p><p>Est&#225; mais do que na hora de ampliarmos o foco e entendermos outros determinantes que influenciam <em>(e muito!)</em> o risco cardiovascular dos nossos pacientes. Fatores que n&#227;o entram nas calculadoras, mas moldam o risco desde muito antes do primeiro consult&#243;rio: <strong>o contexto social, o ambiente em que se vive, o acesso a cuidados de sa&#250;de e as pol&#237;ticas p&#250;blicas.</strong></p><p>&#201; exatamente isso que vamos discutir hoje, guiados pelo estado da arte:<br><em><a href="https://academic.oup.com/eurheartj/article/46/30/2959/8117241">Social factors, health policy, and environment: implications for cardiovascular disease across the globe</a></em>, publicado no <em>European Heart Journal</em> em 2025.</p>
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   ]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Revascularização na cardiopatia isquêmica]]></title><description><![CDATA[Afinal, quando indicar?]]></description><link>https://news.dozeporoito.com/p/revascularizacao-na-cardiopatia-isquemica</link><guid isPermaLink="false">https://news.dozeporoito.com/p/revascularizacao-na-cardiopatia-isquemica</guid><dc:creator><![CDATA[Doze por Oito]]></dc:creator><pubDate>Thu, 29 Jan 2026 00:00:32 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/84820a33-96c3-48a5-971d-39a1b79b74f6_800x533.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<h6>Autora: Maria J&#250;lia Souto (cardiologista e especialista em imagem cardiovascular pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia)</h6><div><hr></div><p>Na &#250;ltima DozeNews discutimos o seguinte tema <em><strong>&#8220;Quando a evid&#234;ncia envelhece?&#8221;</strong></em>. </p><ul><li><p>Quando falamos de cardiopatia isqu&#234;mica esse t&#243;pico parece se encaixar perfeitamente.</p></li></ul><p>Se ap&#243;s a publica&#231;&#227;o do STICHES, em 2016, a revasculariza&#231;&#227;o dos pacientes com IC FER de etiologia isqu&#234;mica parecia praticamente indiscut&#237;vel, tudo come&#231;ou a mudar ap&#243;s o REVIVED.</p><p>Pela primeira vez, um ensaio cl&#237;nico randomizado contempor&#226;neo, com terapia medicamentosa otimizada e uso amplo de dispositivos, mostrou que a angioplastia <strong>n&#227;o reduziu mortalidade nem hospitaliza&#231;&#245;es por insufici&#234;ncia card&#237;aca</strong>, mesmo em pacientes com disfun&#231;&#227;o ventricular grave, doen&#231;a coron&#225;ria extensa e viabilidade mioc&#225;rdica documentada.</p><p>O impacto foi imediato: aquilo que por anos foi encarado como um reflexo quase autom&#225;tico, &#8220;FE baixa + DAC importante = revascularizar&#8221;, passou a exigir uma pausa para reflex&#227;o. A pergunta deixou de ser <em><strong>&#8220;como revascularizar?&#8221;</strong></em><strong> e voltou a ser </strong><em><strong>&#8220;se devemos revascularizar&#8221;</strong></em><strong>.</strong></p><p>Mais do que um embate entre cirurgia e angioplastia, STICH e REVIVED expuseram algo maior: a necessidade de abandonar decis&#245;es baseadas apenas em plausibilidade fisiopatol&#243;gica e revisitar, com mais cuidado, <strong>quem realmente se beneficia da revasculariza&#231;&#227;o na cardiopatia isqu&#234;mica com disfun&#231;&#227;o ventricular esquerda</strong>.</p><p>&#128218; &#201; nesse cen&#225;rio que entra o <a href="https://www.jacc.org/doi/10.1016/j.jcin.2025.10.030">estado da arte publicado no JACC em 2025</a> que ser&#225; a base da nossa discuss&#227;o de hoje. </p><p>&#201; hora de entender a fisiopatologia, interpretar corretamente os <em>trials</em> e, principalmente, traduzir tudo isso em decis&#245;es pr&#225;ticas &#224; beira do leito.</p>
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          <a href="https://news.dozeporoito.com/p/revascularizacao-na-cardiopatia-isquemica">
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          </a>
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   ]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Endomiocardiofibrose]]></title><description><![CDATA[Por que?]]></description><link>https://news.dozeporoito.com/p/endomiocardiofibrose</link><guid isPermaLink="false">https://news.dozeporoito.com/p/endomiocardiofibrose</guid><dc:creator><![CDATA[Doze por Oito]]></dc:creator><pubDate>Thu, 22 Jan 2026 00:27:39 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/a2cdcb5c-28cf-4e89-8a6c-47bc9c19ab25_800x533.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<h6>Autora: Maria J&#250;lia Souto (cardiologista e especialista em imagem cardiovascular pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia)</h6><div><hr></div><p>Talvez voc&#234; esteja lendo este e-mail com um certo ceticismo, olhando para a tela do celular ou do computador e pensando:</p><p><em><strong>&#8220;S&#233;rio que vamos falar disso?&#8221;</strong></em></p><p>Afinal, por que discutir <strong>endomiocardiofibrose</strong> (EMF) quando existe uma longa lista de miocardiopatias muito mais prevalentes, frequentes no dia a dia e, sejamos sinceros,  bem mais &#8220;atuais&#8221; para revisar?</p><blockquote><p>Justamente por isso (!).</p></blockquote><p>De tempos em tempos, eu gosto de trazer para a DozePrime um tema que provavelmente ficou esquecido em alguma gaveta da sua mem&#243;ria. Aquele diagn&#243;stico que voc&#234; at&#233; estudou um dia, talvez na faculdade ou na resid&#234;ncia, mas que nunca mais voltou ao radar (e que, por isso mesmo, acaba n&#227;o sendo lembrado quando deveria).</p><p>E a pr&#225;tica cl&#237;nica &#233; cruel com quem n&#227;o lembra: <strong>diagn&#243;stico que n&#227;o vem &#224; cabe&#231;a simplesmente n&#227;o existe</strong>.</p><p>Em um pa&#237;s grande, diverso e desigual como o Brasil, h&#225; doen&#231;as que s&#227;o muito mais comuns do que imaginamos. E se elas n&#227;o estiverem &#8220;frescas&#8221; na nossa mem&#243;ria cl&#237;nica, passam batidas.</p><p>&#201; nesse contexto que entra a <strong>EMF</strong>.</p><p>Nesta revis&#227;o, vamos revisitar a doen&#231;a com um olhar atual, cl&#237;nico e pragm&#225;tico, apoiados nas principais refer&#234;ncias recentes sobre o tema, incluindo:</p><ul><li><p><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/40011660/">a revis&#227;o da </a><em><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/40011660/">Nature Reviews Cardiology</a></em> sobre os avan&#231;os recentes e poss&#237;veis terapias-alvo na endomiocardiofibrose;</p></li><li><p>uma <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41399600/">revis&#227;o narrativa publicada no </a><em><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41399600/">Cureus</a></em>;</p></li><li><p>e uma <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32004118/">revis&#227;o do </a><em><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32004118/">RadioGraphics</a></em> com foco no diagn&#243;stico por meio da resson&#226;ncia magn&#233;tica card&#237;aca.</p></li></ul><p>Respira fundo &#128558;&#8205;&#128168; . Essa &#233; daquelas leituras que fazem voc&#234; repensar alguns pacientes do passado&#8230; e reconhecer outros no futuro.</p>
      <p>
          <a href="https://news.dozeporoito.com/p/endomiocardiofibrose">
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          </a>
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   ]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[TAVI e longevidade: onde estamos e o que nos limita? ]]></title><description><![CDATA[As degenera&#231;&#245;es estruturais da pr&#243;tese da TAVI]]></description><link>https://news.dozeporoito.com/p/tavi-e-longevidade-onde-estamos-e</link><guid isPermaLink="false">https://news.dozeporoito.com/p/tavi-e-longevidade-onde-estamos-e</guid><dc:creator><![CDATA[Doze por Oito]]></dc:creator><pubDate>Thu, 15 Jan 2026 00:35:38 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/ad13afeb-500f-484b-ae48-df487f80b022_1132x1262.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<h6>Autor: Marcos Meniconi (cardiologista pelo Instituto Dante Pazzanese; hemodinamicista e especialista em cardiologia intervencionista pelo InCor)</h6><div><hr></div><p>Parece que foi ontem, mas j&#225; se passaram 23 anos do implante da primeira pr&#243;tese por cateter para o tratamento da estenose a&#243;rtica.</p><blockquote><p><em>Voc&#234; quer dizer TAVI?</em></p></blockquote><p><strong>Sim</strong>! A queridinha dos pacientes idosos que sofrem com a estenose a&#243;rtica. </p><p>Ap&#243;s in&#250;meros avan&#231;os e o estabelecimento dessa como terapia de escolha para pacientes de baixo a alto risco cir&#250;rgico a depender da idade, status performance e <em>&#8220;lifetime management&#8221;</em>, houve uma expans&#227;o da indica&#231;&#227;o do procedimento. </p><p>Atualmente, as diretrizes americana e europeia indicam a TAVI como tratamento da estenose a&#243;rtica (EAo) importante para pacientes <strong>acima dos 65 e 75 anos</strong>, respectivamente.</p><p> A realiza&#231;&#227;o de TAVI em pacientes mais jovens e com maior expectativa de vida, deixa-nos algumas perguntas <em>(que s&#227;o muito comuns de ouvirmos nos consult&#243;rios e na nossa pr&#243;pria cabe&#231;a)</em>:</p><ul><li><p><em>Quanto tempo vai durar o resultado do procedimento?</em></p></li><li><p><em>Qual o mecanismo de falha da pr&#243;tese?</em></p></li><li><p><em>Na ocasi&#227;o de disfun&#231;&#227;o da pr&#243;tese, como trataremos o paciente?</em></p></li><li><p><em>O que leva &#224; falha da pr&#243;tese?</em></p></li></ul><p>Bem vindos &#224; DozeNews Prime da semana!</p>
      <p>
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   ]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Comunicação interatrial (CIA) em adultos]]></title><description><![CDATA[Quando as cardiopatias cong&#234;nitas chegam ao nosso consult&#243;rio]]></description><link>https://news.dozeporoito.com/p/comunicacao-interatrial-cia-em-adultos</link><guid isPermaLink="false">https://news.dozeporoito.com/p/comunicacao-interatrial-cia-em-adultos</guid><dc:creator><![CDATA[Doze por Oito]]></dc:creator><pubDate>Wed, 07 Jan 2026 22:24:41 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/9f8b6cad-c511-436d-b7b3-5f11e75a8101_800x800.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<h6>Autora: Maria J&#250;lia Souto (cardiologista e especialista em imagem cardiovascular pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia)</h6><div><hr></div><p>Enquanto a gente se despedia das festas de fim de ano, os americanos estavam... trabalhando (<em>e n&#227;o &#233; do jeito que voc&#234; est&#225; pensando rs</em>).</p><p>Na saideira de 2025, a ACC/AHA publicou a <a href="https://www.ahajournals.org/doi/10.1161/CIR.0000000000001402#tab-citations">nova </a><strong><a href="https://www.ahajournals.org/doi/10.1161/CIR.0000000000001402#tab-citations">diretriz de Cardiopatias Cong&#234;nitas em Adultos</a></strong>, um <em>lev&#237;ssimo </em>documento de apenas <em>155 p&#225;ginas</em>.</p><p>Como uma &#250;nica DozePrime n&#227;o daria conta de resumir tudo isso, escolhemos focar em um tema que certamente cruza o caminho de todo cardiologista cl&#237;nico: <strong>a comunica&#231;&#227;o interatrial (CIA)</strong>.</p><p>Com base nas recomenda&#231;&#245;es da nova diretriz e em revis&#245;es recentes sobre o assunto, damos in&#237;cio &#224; <strong>primeira DozePrime de 2026</strong> &#127879;.</p>
      <p>
          <a href="https://news.dozeporoito.com/p/comunicacao-interatrial-cia-em-adultos">
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   ]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Diretriz de Fibrilação Atrial (SBC 2025)]]></title><description><![CDATA[As novidades que voc&#234; precisa conhecer]]></description><link>https://news.dozeporoito.com/p/diretriz-de-fibrilacao-atrial-sbc</link><guid isPermaLink="false">https://news.dozeporoito.com/p/diretriz-de-fibrilacao-atrial-sbc</guid><dc:creator><![CDATA[Doze por Oito]]></dc:creator><pubDate>Thu, 18 Dec 2025 00:24:07 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/28160ada-9a8b-4de5-bdc2-7536c4660189_640x444.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<h6>Autor: Raquel Rios(cardiologista e <em>fellow</em> em eletrofisiologia pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia)</h6><div><hr></div><blockquote><p>&#128293; Temos forma melhor de encerrar o ano que com uma diretriz quentinha?</p></blockquote><p>Que a fibrila&#231;&#227;o atrial (FA) &#233; a arritmia sustentada mais comum na pr&#225;tica cl&#237;nica, e que o seu impacto no sistema de sa&#250;de &#233; ineg&#225;vel, especialmente com o envelhecimento populacional, <strong>todo mundo j&#225; sabe.</strong> A principal consequ&#234;ncia, o acidente vascular cerebral (AVC), e o risco aumentado de mortalidade e insufici&#234;ncia card&#237;aca (IC) refor&#231;am a necessidade de um manejo atualizado e eficaz.</p><p>Nesse cen&#225;rio de avan&#231;os tecnol&#243;gicos e maior compreens&#227;o fisiopatol&#243;gica, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e a Sociedade Brasileira de Arritmia Card&#237;aca (SOBRAC) lan&#231;am a <strong><a href="https://abccardiol.org/article/diretriz-brasileira-de-fibrilacao-atrial-2025/">Diretriz Brasileira de Fibrila&#231;&#227;o Atrial &#8211; 2025</a></strong>, um marco fundamental para nortear nossa pr&#225;tica. </p><p>A abordagem multidisciplinar, o robusto progresso nas ferramentas diagn&#243;sticas e o aprimoramento das estrat&#233;gias terap&#234;uticas s&#227;o pilares que transformam a maneira como encaramos a FA.</p><p>Nesta prime, mergulharemos em pontos-chave que merecem nossa aten&#231;&#227;o imediata nesse novo documento.</p>
      <p>
          <a href="https://news.dozeporoito.com/p/diretriz-de-fibrilacao-atrial-sbc">
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   ]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Esteatose hepática e o coração]]></title><description><![CDATA[Porque n&#227;o &#233; "s&#243; uma gordurinha no f&#237;gado"]]></description><link>https://news.dozeporoito.com/p/esteatose-hepatica-e-o-coracao</link><guid isPermaLink="false">https://news.dozeporoito.com/p/esteatose-hepatica-e-o-coracao</guid><dc:creator><![CDATA[Doze por Oito]]></dc:creator><pubDate>Thu, 11 Dec 2025 01:58:17 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/301c4162-0e31-47e7-a5da-39e03be38250_1024x1536.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<h6>Autora: Maria J&#250;lia Souto (cardiologista e especialista em imagem cardiovascular pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia)</h6><div><hr></div><p>Quantas vezes voc&#234; j&#225; recebeu no consult&#243;rio aquele paciente com m&#250;ltiplos fatores de risco cardiovasculares e um extra: um ultrassom de abdome mostrando <strong>esteatose hep&#225;tica</strong>?</p><p>Talvez a sua conduta nesses casos tenha sido orientar o paciente de que ele tem &#8220;<strong>gordura no f&#237;gado</strong>&#8221; e refor&#231;ar as medidas de mudan&#231;a de estilo de vida e o controle dos fatores de risco.</p><blockquote><p>Est&#225; errado? <strong>De forma alguma!</strong></p></blockquote><p>A quest&#227;o &#233; que a avalia&#231;&#227;o da <strong>Doen&#231;a Hep&#225;tica Esteat&#243;tica Metab&#243;lica</strong> (ou simplesmente <strong>MASLD</strong>, <em>do ingl&#234;s Metabolic dysfunction&#8211;associated steatotic liver disease) </em><strong>precisa ir al&#233;m</strong>. Isso porque o ac&#250;mulo de gordura hep&#225;tica n&#227;o &#233; mais visto apenas como um achado benigno, mas sim como um marcador e, possivelmente, um <strong>mediador de risco cardiovascular</strong>.</p><p>De olho nessa intersec&#231;&#227;o entre f&#237;gado e cora&#231;&#227;o, o <strong><a href="https://www.jacc.org/doi/10.1016/j.jacc.2025.08.100">JACC</a></strong><a href="https://www.jacc.org/doi/10.1016/j.jacc.2025.08.100"> publicou recentemente um excelente </a><em><a href="https://www.jacc.org/doi/10.1016/j.jacc.2025.08.100">state-of-the-art review</a></em> voltado ao cardiologista sobre o tema.</p><ul><li><p>E o <strong><a href="https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMra2412865">NEJM</a></strong>, alguns meses antes, j&#225; havia trazido uma ampla revis&#227;o destacando a MASLD como uma <strong>doen&#231;a metab&#243;lica multissist&#234;mica</strong>, com implica&#231;&#245;es que v&#227;o muito al&#233;m do f&#237;gado.</p></li></ul><p>S&#227;o essas duas publica&#231;&#245;es que servir&#227;o de base para o nosso papo na <strong>DozePrime</strong> de hoje, para garantir que voc&#234; <strong>nunca mais passe batido por um ultrassom com &#8220;gordurinha no f&#237;gado&#8221;</strong>.</p>
      <p>
          <a href="https://news.dozeporoito.com/p/esteatose-hepatica-e-o-coracao">
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   ]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Métodos de imagem não-invasivos na DAC]]></title><description><![CDATA[Como escolher?]]></description><link>https://news.dozeporoito.com/p/metodos-de-imagem-nao-invasivos-na</link><guid isPermaLink="false">https://news.dozeporoito.com/p/metodos-de-imagem-nao-invasivos-na</guid><dc:creator><![CDATA[Doze por Oito]]></dc:creator><pubDate>Sat, 06 Dec 2025 11:01:58 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/59b766f8-a9ca-42eb-8884-0aadab20aa00_1024x1024.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<h6>Autora: Maria J&#250;lia Souto (cardiologista e especialista em imagem cardiovascular pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia)</h6><div><hr></div><p>Investigar doen&#231;a arterial coronariana (DAC) <em>parece</em> simples&#8230; at&#233; que voc&#234; precisa, de fato, escolher o exame.</p><p>A quantidade de m&#233;todos de imagem dispon&#237;veis, que em teoria deveria facilitar a vida, muitas vezes faz exatamente o contr&#225;rio: embaralha o racioc&#237;nio e deixa a gente naquele modo <em>&#8220;qual &#233; mesmo o pr&#243;ximo passo?&#8221;</em>.</p><p><strong>&#128161; &#201; justamente a&#237; que entra essa edi&#231;&#227;o da DozePrime.</strong> A ideia &#233; <strong>destravar a cabe&#231;a</strong> e organizar o caminho: quando pedir o que, por que pedir e como encaixar cada exame dentro de um racioc&#237;nio cl&#237;nico coerente.</p><p>Para isso, vamos nos apoiar em duas refer&#234;ncias de peso:</p><ul><li><p>o <a href="https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(25)01586-7/fulltext">excelente artigo de revis&#227;o</a> publicado no <strong>The Lancet;</strong></p></li><li><p>e a nov&#237;ssima <strong><a href="https://abccardiol.org/article/diretriz-de-sindrome-coronariana-cronica-2025/">Diretriz de S&#237;ndrome Coronariana Cr&#244;nica da SBC</a>.</strong></p></li></ul><p>Com elas, vamos montar um guia pr&#225;tico, objetivo e, claro, do jeitinho que s&#243; a Prime sabe fazer, para ajudar voc&#234; a identificar qual m&#233;todo de imagem faz mais sentido em cada cen&#225;rio.</p><p>Segura a&#237;, que vem coisa boa.</p>
      <p>
          <a href="https://news.dozeporoito.com/p/metodos-de-imagem-nao-invasivos-na">
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          </a>
      </p>
   ]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Digitálicos na IC]]></title><description><![CDATA[A medicina &#233; a ci&#234;ncia das verdades transit&#243;rias?]]></description><link>https://news.dozeporoito.com/p/digitalicos-na-ic</link><guid isPermaLink="false">https://news.dozeporoito.com/p/digitalicos-na-ic</guid><dc:creator><![CDATA[Doze por Oito]]></dc:creator><pubDate>Wed, 26 Nov 2025 21:12:27 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/32070478-fd01-4a5f-a1b4-813660c1144c_1024x1024.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<h6>Autor: Pl&#237;nio Jos&#233; Whitaker Wolf (cardiologista, especialista em IC avan&#231;ada e m&#233;dico do setor de cardiomiopatias do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia)</h6><div><hr></div><p><strong>Uso dos digit&#225;licos na IC. </strong>Poucas drogas carregam tanta hist&#243;ria quanto eles. Da era vitoriana aos trials do s&#233;culo XXI, os digit&#225;licos atravessaram mais de 200 anos sendo amados, temidos, esquecidos&#8230; e agora revisitados. Por muito tempo, pareciam condenados ao museu da cardiologia, at&#233; que o DIGIT-HF resolveu reacender o debate.</p><blockquote><p><em>Ah, mas de novo os digit&#225;licos? J&#225; n&#227;o &#233; um medicamento antigo e ultrapassado?</em> </p></blockquote><p>Tenho certeza que essa &#233; a impress&#227;o de muitos &#8220;jovens cardiologistas&#8221;, que pouco os prescreveram durante a sua forma&#231;&#227;o e que hoje possivelmente s&#243; os associam &#224; intoxica&#231;&#227;o. </p><p>Mas a verdade &#233; que, gostando ou n&#227;o, os digit&#225;licos continuam ali, silenciosos, no arsenal terap&#234;utico da insufici&#234;ncia card&#237;aca. E os dados recentes, ainda que debat&#237;veis, serviram ao menos para algo essencial: <strong>nos obrigar a olhar para tr&#225;s para entender onde estamos agora</strong>.</p>
      <p>
          <a href="https://news.dozeporoito.com/p/digitalicos-na-ic">
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          </a>
      </p>
   ]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[ANOCA]]></title><description><![CDATA[Como investigar?]]></description><link>https://news.dozeporoito.com/p/anoca</link><guid isPermaLink="false">https://news.dozeporoito.com/p/anoca</guid><dc:creator><![CDATA[Doze por Oito]]></dc:creator><pubDate>Thu, 20 Nov 2025 21:22:19 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/db07074d-911f-42c8-bbfc-37f06ccd6eb3_1024x1024.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<h6>Autora: Maria J&#250;lia Souto (cardiologista e especialista em imagem cardiovascular pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia)</h6><div><hr></div><p>Devo estar meio nost&#225;lgica nas &#250;ltimas semanas, recapitulando temas que j&#225; discutimos previamente aqui na DozePrime <em>rs.</em></p><p>Ou talvez n&#227;o seja nostalgia, seja uma prova de que a cardiologia est&#225; em constante evolu&#231;&#227;o e precisamos estar o tempo inteiro atualizando os nossos conceitos.</p><blockquote><p><em>Uh, filosofei rs.</em></p></blockquote><p>&#201; s&#243; dar uma r&#225;pida lida nas &#250;ltimas diretrizes europeia e brasileira de DAC cr&#244;nica, ou melhor, s&#237;ndrome coronariana cr&#244;nica, para entender que <strong>a ANOCA passou a ter um espa&#231;o muito maior dentro do universo das coronariopatias.</strong></p><p>De l&#225; para c&#225; evolu&#237;mos nos m&#233;todos diagn&#243;sticos e no manejo dessa condi&#231;&#227;o, inclusive com a publica&#231;&#227;o de relevantes <em>trials</em>. </p><p>Por isso, o meu objetivo nessa DozePrime &#233; focar no <strong>diagn&#243;stico</strong>, como andam as orienta&#231;&#245;es para realizar a pesquisa de ANOCA, e, principalmente, no que temos de evid&#234;ncias mais recentes.</p><p>Parece interessante, n&#227;o? Ent&#227;o vamos essa!</p>
      <p>
          <a href="https://news.dozeporoito.com/p/anoca">
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          </a>
      </p>
   ]]></content:encoded></item></channel></rss>