Ácido Bempedoico
Da farmacologia molecular ao CLEAR Outcomes: tudo o que você precisa saber para prescrever (e discutir) essa molécula com propriedade.
Autor: Mateus Prata (Cardiologia Clínica e Intervencionista)O cenário das dislipidemias em 2026
O cenário das dislipidemias em 2026
Se tem uma coisa que a cardiologia moderna nos ensinou, é que reduzir LDL-C salva vidas.
A relação é quase linear: para cada 39 mg/dL de queda no LDL-C, espera-se uma redução de ~22% nos eventos cardiovasculares maiores: dado robusto da metanálise do CTT Collaboration publicada no Lancet em 2010.
As estatinas são, sem discussão, o grande alicerce desse tratamento.
Temos mais de 28 grandes ensaios randomizados e suas metanálises consolidando esse papel.
Somando-se a elas, o ezetimibe, que no IMPROVE-IT (NEJM 2015) mostrou benefício adicional modesto porém significativo em pós-SCA, e os inibidores de PCSK9 (evolocumabe no FOURIER, NEJM 2017 e VESALIUS-CV); alirocumabe no ODYSSEY OUTCOMES NEJM 2018 e o inclisiran), que mostraram reduções impressionantes de LDL-C na casa de 50-60% sobre a base, completam o arsenal “clássico”.
Mas e quando o paciente não tolera estatina? Ou quando, mesmo com tudo otimizado conforme o possível (levando em conta os custos do iPCSK9), o LDL não chega na meta?
É aí que entra o ácido bempedoico: o primeiro inibidor oral da ATP-citrato liase (ACL) aprovado para uso clínico.
E em 2023, com a publicação do CLEAR Outcomes, ele deixou de ser apenas uma droga que “baixa LDL” para se tornar uma droga que reduz eventos cardiovasculares.
Nessa edição da PRIME, vamos mergulhar a fundo: da molécula à prática clínica.
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