Autora: Maria Júlia Souto (cardiologista e especialista em imagem cardiovascular)
Você não precisa ter muito tempo de prática na cardiologia ou na clínica médica, mas tenho certeza que você já prescreveu amiodarona alguma vez.
A amiodarona é um antiarrítmico de alta efetividade clínica, classicamente considerado o protótipo dos fármacos classe III na classificação de Vaughan–Williams, mas com propriedades adicionais de classes I, II e IV, o que ajuda a explicar seu amplo espectro terapêutico em arritmias supraventriculares e ventriculares.
E é por isso que ela é basicamente o “coringa” das arritmias na prática.
“Coringa” até demais rs. Se, em diversas ocasiões, a amiodarona acaba salvando situações arrítmicas, o uso desenfreado e sem consciência dos potenciais efeitos adversos de curto e longo prazo pode transformá-la em uma vilã.
Sai daqui Joaquin Phoenix, pois já encontramos a protagonista para o próximo filme do Joker rs.
Diante dessas incertezas, optei por trazer essa DozePrime sobre a farmacologia, indicações, contraindicações e efeitos adversos da amiodarona, na visão da cardiologia clínica.
Talvez se você conversar com um eletrofisiologista ele(a) possa ter uma visão prática distinta de alguns pontos, mas a ideia aqui é trazer o conteúdo mais prático possível para o seu dia a dia.
Vamos?
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