Café, cafeína e saúde cardiovascular
A orientação de “corta o café” precisa ser aposentada?
Autor: Mateus Prata (Cardiologia Clínica e Intervencionista)
Paciente senta na sua frente e, entre a conversa sobre a estatina e o resultado do último Holter, solta: “doutor, posso continuar tomando café?”
Quantas vezes, no automático, a gente respondeu “melhor moderar, né?”
Essa DozeNews PRIME é para entendermos o porquê dessa resposta, se ela é mesmo válida ou se estamos exagerando.
Café é, talvez, a intervenção farmacológica mais consumida do planeta. Mais de 2 bilhões de xícaras por dia, com cerca de 80–90% dos adultos no mundo expostos à cafeína diariamente.
Apesar disso, por décadas a cardiologia tratou o café com desconfiança: arritmogênico, hipertensor, gatilho de morte súbita.
A evidência que se acumulou nos últimos 15 anos, coroada por um ensaio randomizado publicado no final de 2025 na JAMA, vem desmontando, peça por peça, essa narrativa.
Aqui, vamos revisar o que sabemos hoje sobre: farmacologia, pressão arterial, arritmias (incluindo o recente DECAF trial), lípides, desfechos duros (AVC, DAC, mortalidade), benefícios extracardíacos as situações em que ainda faz sentido moderar.
⚠️ Antes de começar — um disclaimer necessário sobre epidemiologia nutricional
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