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Delirium na Medicina Cardiovascular

Plantão sim e plantão também você terá esse problema

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Doze por Oito
mar 05, 2026
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Autora: Maria Júlia Souto (cardiologista e especialista em imagem cardiovascular pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia)

Talvez, se você passasse rapidamente pela última revisão do European Heart Journal sobre Delirium na Medicina Cardiovascular, esse não seria o primeiro artigo que você escolheria para ler.

Até chegar no plantão naquela mesma semana.

E às 03h17 da manhã o telefone tocar.

“Doutor(a), o senhor do leito 12 está muito confuso…”

Você desce, encontra aquele “vô” agitado, arrancando monitor, tentando sair da cama. Ou pior: hipoativo, sonolento, desconectado do mundo, e quase ninguém percebeu.

É justamente ali, no silêncio desconfortável da madrugada, que começam as perguntas:

“Preciso mesmo medicar? Se for medicar, qual é a melhor opção para ele não acordar ‘chumbado’ amanhã? Estou deixando passar algum fator desencadeante? Isso muda prognóstico ou é só um evento transitório?”

A verdade é que, plantão sim, plantão também, vamos nos deparar com esse cenário, especialmente na cardiologia moderna, cada vez mais intervencionista, mais idosa e mais complexa.

E é exatamente por isso que essa revisão do European Heart Journal merece nossa atenção.

Delirium não é apenas “confusão do idoso”. É marcador de pior prognóstico, maior mortalidade, declínio cognitivo persistente e aumento do tempo de internação.

Nesta DozePrime, vamos organizar o caos da madrugada. Vamos nessa? 🚀

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