Autores: Plínio Wolf e Mateus Prata
Como já é tradição, a Doze por Oito foi ao Congresso Europeu de Cardiologia.
Dessa vez em Munique, com três de nós (Mateus, Maria Júlia e Thaysa) circulando entre auditórios para trazer a cobertura para vocês.
E se tinha uma sessão que ninguém queria perder, era essa.
A apresentação da nova diretriz de insuficiência cardíaca, no dia 28 de agosto, no auditório principal, foi um dos momentos mais aguardados do congresso e, sem exagero, a sala mais cheia do evento.
Não é para menos.
A última diretriz europeia completa de IC era de 2021, com um focused update em 2023.
De lá para cá chegaram FINEARTS-HF, SUMMIT, DIGIT-HF, VICTOR, RESHAPE-HF2, DanGer Shock, HELIOS-B... e a ESC precisava decidir o que fazer com tudo isso.
O documento (Køber, Adamo et al., Eur Heart J 2026) substitui integralmente a diretriz de 2021 e mexe em coisas que vão aparecer na sua prescrição, no seu laudo de eco e na forma como você conversa com o colega na visita.
Nessa PRIME, organizamos as mudanças em blocos e, para cada uma delas, trazemos os estudos que sustentaram a decisão, com link direto para você ler na fonte:
O novo sistema de níveis de evidência da ESC
As mudanças de conceito: fim da ICFElr, IC com FE melhorada e o adeus à “IC aguda”
Estágios A a D e o que fazer antes do paciente ter sintomas
A nova nomenclatura terapêutica (a pirâmide)
Terapia fundamental em todo o espectro da FEVE
Terapia adicional: o que subiu, o que caiu, o que ficou
Intervenções guiadas por diretriz
IC descompensada na prática
Educação e autocuidado
Vamos lá?


