Doença arterial carotídea assintomática
Eu rastreio, tu rasteias, nós rastreamos... Mas como manejar?
Autora: Maria Júlia Souto (cardiologista e especialista em imagem cardiovascular pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia)
A solicitação de US Doppler arterial de carótidas e vertebrais já se tornou um verdadeiro clássico do atendimento ambulatorial cardiológico.
Em parte, o pedido é justificado pela busca de doença aterosclerótica subclínica e como ferramenta adicional na estratificação do risco cardiovascular. Em outros momentos, isso ocorre sob a pressão do próprio paciente (já acostumado a realizar esse inofensivo exame anualmente).
O problema é que raramente paramos para discutir os dois extremos dessa conduta: o início e o fim dela.
Será que realmente precisamos fazer esse rastreio?
E, mais importante ainda: o que fazer quando encontramos uma estenose mais significativa em um paciente completamente assintomático?
É exatamente aqui que começa o dilema.
Por isso, a DozeNews Prime de hoje tem um objetivo claro: trazer luz às indicações de rastreio da doença arterial carotídea assintomática e discutir como devemos conduzir esses pacientes na prática clínica.


