Autora: Maria Júlia Souto (cardiologista e especialista em imagem cardiovascular)
Existem doenças que vão além de única especialidade. E nesse grupo não tem como não pensarmos no acidente vascular cerebral (AVC).
Não concorda? Em fevereiro, o NEJM publicou um artigo de revisão intitulado Secondary Prevention after Ischemic Stroke. E adivinha em quais abas de especialidades ele aparecia no site da revista?
Isso mesmo: cardiologia, neurologia e clínica médica.
Se isso não te convenceu ainda, deixa eu tentar de outra forma.
Tenho certeza que você já recebeu no consultório ou foi chamado para interconsulta intra-hospitalar de um paciente no pós-AVC. Sim, o manejo inicial é território da neurologia, mas o papel do cardiologista é absolutamente central na investigação etiológica e, principalmente, na prevenção de novos eventos.
O que define o prognóstico desse paciente não é apenas o evento agudo… mas o que fazemos depois dele.
Por tudo isso, resolvemos trazer esse tema à DozePrime da semana, utilizando como base o artigo do NEJM já citado, como também as recomendações presentes na diretriz da AHA de 2021 de prevenção secundária no AVC.
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