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Miocardiopatia não-compactada

Verdade ou mito?

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Doze por Oito
jun 24, 2026
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Autora: Maria Júlia Souto (cardiologista e especialista em imagem cardiovascular)

Minha primeira expectativa é que você tenha me julgado ao ler o título desta DozePrime rs.

Afinal, não é de hoje que existe uma recomendação para abandonarmos o termo “miocárdio não-compactado” e passarmos a utilizar “hipertrabeculação do ventrículo esquerdo”.

Está por fora? Dá uma olhada no que a diretriz de miocardiopatias da ESC de 2023 recomenda:

Trecho da diretriz Arbelo E, et al. European Heart Journal (2023) 44, 3503–3626 | LVNC: left ventricular non-compaction

Mas a história fica ainda mais interessante:

  • Grande parte dos cardiologistas que trabalham com imagem aprendeu a diagnosticar o chamado miocárdio não-compactado utilizando critérios propostos por um dos nomes mais importantes da ressonância cardíaca nesse tema: Steffen Petersen.

  • Pois foi justamente Petersen quem liderou, em 2023, um documento de especialistas publicado no JACC que praticamente virou essa história de cabeça para baixo.

A grande questão levantada na revisão é que o famoso "miocárdio não-compactado" talvez nunca tenha existido da forma como imaginávamos.

E, apesar de tudo isso parecer até um pouco “antigo” (pelo menos para os parâmetros DozeNews rs), a confusão permanece viva nos ambulatórios, nos laudos e nas discussões de caso.

Então chegou a hora de colocar alguns pontos nos is.

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