Autores: Fernanda Justo (Cardiologia do Esporte) e Mateus Prata (Cardiologia Clínica e Invervencionista)
Seu paciente chegou no consultório com o Apple Watch no pulso e uma pergunta: “Doutor, meu VO2 máximo caiu. Preciso me preocupar?”
Se você não soube o que responder com segurança, não se preocupe. Pensamos que a maioria dos cardiologistas também não saberia.
O VO2máx virou o novo colesterol das redes sociais de saúde.
Influencers prescrevem metas numéricas, relógios estimam valores sem análise de gases e podcasters afirmam que é “o maior preditor singular de longevidade”.
Mas o que a evidência realmente sustenta? O que é fisiologia sólida e o que é narrativa inflada?
Essa edição da PRIME vai te dar substrato para responder com propriedade.
O que o VO2máx realmente representa
Precisamos começar com conceitos: o que é VO2?
VO2máx é a taxa máxima de consumo de oxigênio durante exercício progressivo até a exaustão.
Parece simples, mas por trás desse número existe uma fórmula que reflete a eficiência simultânea de quatro sistemas: pulmões (troca gasosa), coração (débito cardíaco), vasculatura periférica (distribuição de fluxo) e musculatura esquelética (extração e utilização de O2).
Uma forma visual de pensar o VO2 é imaginar o seguinte cenário: imagine só que o elevador quebrou e você precisa subir alguns lances de escada.
Para que este movimento aconteça, uma sequência de fenômenos quase automáticos precisam estar alinhados:
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