Hormônios sexuais e o risco trombótico
A prática da reposição hormonal, contracepção e terapias de afirmação de gênero
Autora: Maria Júlia Souto (cardiologista e especialista em imagem cardiovascular)
Não é novidade para ninguém: terapias com hormônios sexuais aumentam o risco de trombose.
Seja no formato de contraceptivos, reposição no hipogonadismo, reprodução assistida ou até no tratamento oncológico, o risco sempre esteve ali (meio silencioso, mas presente). E, nos últimos anos, com a expansão do uso (incluindo indicações menos formais ou até estéticas), esse risco passou a chamar ainda mais atenção.
Seja para orientar os pacientes nas situações em que o uso é inevitável, seja para frear indicações duvidosas, essa DozePrime é essencial para o dia a dia de consultório.
E o artigo base vem fresquinho: uma revisão do NEJM de abril de 2026 que organiza exatamente esse caos, da fisiopatologia ao manejo prático.
Mas antes, deixa eu alinhar um pouco a sua expectativa: nosso foco aqui serão as terapias hormonais com indicação clínica bem estabelecida. O uso de esteroides com finalidade estética fica fora dessa conversa, já teve sua própria Prime:
Agora sim, bora.



