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Avatar de João Rosa

Sobre o terceiro texto, inferir causalidade (ou não causalidade) a partir de estudos de coorte não seria um erro? (Inference beyond design). Me refiro a Antipsicóticos + ISRS e radioterapia em mama esquerda sem diferença cardiovascular.

Avatar de Doze por Oito

Fala, João!

Perfeito, é exatamente esse o ponto. Em estudos de coorte, a gente não deve inferir causalidade, e sim associação. Esses achados, como nos estudos de antipsicóticos e na radioterapia em mama esquerda sem diferença CV, devem ser interpretados como ausência de associação observada. Mesmo com ajustes (como propensity score), sempre existe risco de confundimento residual e viés de seleção.

Se formos considerar a interpretação pela boa e velha iniciativa STROBE, ela sugere que "os resultados de estudos observacionais devem ser interpretados com cautela, sempre considerando limitações, vieses e o contexto de outras evidências, evitando inferências além do que o desenho permite". Em outras palavras, sempre que falamos por aqui de estudos observacionais, nos referimos a bons geradores de hipóteses, mas precisamos tomar cuidado para não extrapolar para uma verdade absoluta.

Ótima lembrança!